Eu não vou dar tudo

Como me sinto atualmente

2020.11.28 07:01 imashxwty Como me sinto atualmente

Acho que antes de começar a contar como estou me sentindo eu tenho que contar como tudo chegou até aqui, e acho que vou tentar resumir da forma mais breve, então vamos lá:

  1. Como eu era e o que deu início a isso tudo: antes de 2015 eu era um garoto normal, nada demais, ia pra igreja, falava com os outros, passava um muito tempo jogando joguinhos, sempre gostei muito de entrar em fóruns, seja pra conversar, baixar jogos, programas, isso sempre foi um traço meu. Nesse mesmo ano eu conheci uma garota, eu tava no 7° ano, ela era uma garota legal, eu gostava de falar com ela, só que ela era MUITO DEPRIMIDA, muito mesmo, e a gente tinha uma amizade muito boa, eu gostava muito, mas ela teve que se mudar do município por conta que o pai dela arrumou um bom emprego longe de onde eu moro, consequentemente ela saiu né. A gente continuou mantendo contato diário, naquela época que você usava um dia o SMS e o outro usava internet pra acessar as redes sociais no celular. Ela sempre parecia estar cada vez mais triste, até que um dia ela me ligou, falando que me amava, isso, aquilo, eu tentei acalmar ela, ela parecia nervosa, ela se acalmou, falou que ia descansar; no outro dia a mãe dela me ligou avisando que ela tinha se matado, se enforcou, eu nunca procurei saber o que causava tanta tristeza nela, eu era muito moleque também, quando ela morreu eu não fiquei tão deprimido quanto uma pessoa ficaria, achei que era plano de deus, algo do tipo, mas eu nunca botei muita fé em religião, só queria achar alguma forma de negar aquela situação.
  2. Como eu fui decaindo: Os dias iam passando, eu mudei de escola, fui para uma nova, mas sabe, cada dia que passava eu me sentia muito muito sozinho, e em 2015 mesmo eu tinha entrado em um fórum no reddit, e lá a galera compartilhava muito sobre uma cena underground de música, que atualmente é a galera do lil peep, $B, Bones, Yung lean, Tracy e etc. aquilo realmente me chamou atenção, realmente era um refúgio, então ao longo dos meses eu deixei de acreditar de vez em deus, tava amarradão nessas músicas, comecei a ver Naruto desde o começo, eu tava me distanciando de tudo ao meu redor. Chegou uma hora que eu não sentia mais nada, nem feliz, nem triste, apenas concluindo a escola, então eu conheci um garoto aí, ele tava fazendo engenharia sei lá o que, basicamente ele trabalhava em laboratório que fabrica remédios hospitalares e farmacêuticos, e a remessa que vinha com erro eram desviadas, e começamos a vender isso na escola, inclusive eu era um ótimo vendedor btw, eu estava fazendo apenas pelo dinheiro, nada mais, queria ver se o dinheiro me fazia sentir algo, 2k para um adolescente em uma quinzena é muita coisa né?, mas eu acabei saindo disso, não sentia ânimo com nada, estava cogitando em me matar também, a vida tinha meio que perdido o sentido, etc, etc.
  3. Como as coisas ficaram melhores: Em 2016, eu conheci uma garota pela net, eu era meio que "famoso", ela foi me dar parabéns no Facebook, mas eu a prior ignorei, tava com a cabeça encostada na parede pensando em tudo aquilo, na vida rasa que eu tava tendo, mas decidi responder a garota, e formos conversando, ela usava foto de anime, mas ela tinha me mandado uma foto sabe, e ela era muito muito linda, de verdade mesmo, pensando com o pinto comecei a dar em cima dela, mas percebi que não dava certo, pois tinha firmado meio que um laço de amizade, não sei bem explicar, foi a melhor amizade que eu tive, a gente se dava muito bem, fomos se conhecer e tal, a gente sempre se via, era uma amizade perfeita; em 2017 eu conheci uma outra garota, eu não me lembro como, realmente não sei como, mas se achamos no Instagram, falando sobre Boku no Hero, é um anime de herói btw, quando fui ver, a conversa era boa pra caralho, tipo, amava muito conversar com essa mina, e eu estava realmente gostando dela, a gente se via também 2x no mês, a gente ficava quando saia juntos, fazia uns negócios fofos, era muito lindo, vocês tinham que ver. Eu realmente tava muito feliz, tinha uma melhor amiga e praticamente uma namorada, eu amava muito essas duas pessoas.
  4. O declínio: Querendo ou não eu me tornei uma pessoa muito triste, desanimada com a vida, e pra me dar tão bem com essa amiga ela não era muito diferente né, acho que por isso se dávamos tão bem... entender a dor do outro e tal, era bom ter alguém assim pra conversar, mas a gente nunca pensou em tipo, chegar aos TRINTA ANOS, é muita coisa sabe, sei lá... e em 2018, infelizmente, ela se matou, ela pegou um revólver, botou na boca, mirou pra cabeça e apertou, eu cheguei antes das autoridades lá, e olha que eu moro longe, eu lembro de ter ficado estagnado na porta do quarto dela, olhando aquilo tudo, pensando que aquilo nunca poderia acontecer, vendo o sangue escorrer pelos fios do cabelo dela, foi muito bizarro... Essa minha quase namorada me ajudou muito, mas advinha só? sim, ela morreu também, num acidente de carro, em 2018 também, cara, eu fiquei tão arrasado, eu nem sei explicar, eu ia pedir ela em namoro finalmente, foi muito tenso. Então eu comecei a me drogar, e por ter conhecimento prévio e produto gratuito, antes dos 18 anos eu tive 2 overdoses e um princípio de uma, mas ninguém sabe, eu usava uma ID falsa, e isso tudo só piorou, desenvolvi depressão, esquizo, ansiedade, etc.
  5. Como estou hoje: Atualmente eu não sinto nada, nem bem, nem mal, é como se eu tivesse aceitado a morte, mesmo estando vivo, nada mais me da tesão, sabe, de fazer as coisas, as drogas não surtem efeito, eu tô num abismo mesmo, eu também não ando afim de me matar, eu vi no reddit mesmo um cara falando sobre se sentir mais ou menos assim, e deixou a vida andar, ele conheceu uma mina, constitui uma família com ela e ficou feliz, eu não quero ter uma família nem nada do tipo, apenas quero alguma felicidade pra ter uma vida normal de novo, ando todo ferrado mentalmente, tenho conquistado muitas coisas, mas nada disso me trás um ânimo, um fôlego, sei lá, talvez eu esteja morto mesmo.
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2020.11.28 00:00 altovaliriano O Stark em Winterfell - Bran e o Rei Pescador

Texto original: https://asoiaf.westeros.org/index.php?/topic/125401-the-winged-wolf-a-bran-stark-re-read-project-part-ii-asos-adwd/page/3/&tab=comments#comment-6823505
Autor: SacredOrderOfGreenMen / float-freely-forever
O texto abaixo é uma tradução.
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ASOIAF tem sido chamada de "uma carta de amor à democracia" pela forma como critica impiedosamente o feudalismo e a monarquia e por (aparentemente) não dar a nenhum rei um POV (apenas a duas rainhas), ao mesmo tempo em que apresenta todos os homens que são capazes de sentar no trono ou usar uma coroa como sendo, em última análise, indignos. Há Robert Baratheon, o Rei Devasso; seu sucessor, o rei Joffrey, cuja reivindicação foi baseada em uma mentira e mostrou-se ineficaz e inadequado ao papel de todas as formas possíveis; Viserys, o Rei Pedinte, seu pai Aerys, o Rei Louco e muitos outros. Renly, Stannis, Balon, Euron. Todos ficam aquém ou falham.
O feudalismo é exibido como uma ordem social inerentemente violenta, supérflua e repugnante em quase todos os aspectos. Todos os aspectos, exceto um: os Starks, e em particular a narrativa da realeza mágica que existe em torno de Bran.
"O Stark em Winterfell" é a encarnação do Rei Pescador em ASOIAF, uma figura lendária da mitologia inglesa e galesa que está espiritual e fisicamente conectado à terra, e cujas fortunas, boas e ruins, são espelhadas no reino. É uma história que, ao contar como o rei é mutilado e depois curado pelo poder divino, valida essa monarquia. O papel de "O Stark em Winterfell" é feito para ser o que seu criador, Brandon o Construtor, foi: uma fusão de opostos aparentes – homem e deus, rei e vidente verde, e o monólito que é seu assento é tanto castelo quanto árvore, uma "monstruosa árvore de pedra" (AGOT, Bran II).

"Era diferente quando havia um Stark em Winterfell"

Um ditado que existe na família é invocado por Ned e Catelyn em AGOT quando da viagem para o Sul: "Tem de haver um Stark em Winterfell sempre".
Por que? Quando falada, a frase é entoada, quase como um leigo medieval da Igreja Católica a repetir uma oração em latim, não entendendo completamente o que as palavras significam, mas sabendo que elas são importantes de alguma forma.
Outras Grandes Casas não vivem com essa restrição: Jon Arryn esteve ausente do Vale por grande parte de 14 anos, sem uma data clara para voltar [...]. Nestor Royce era seu regente. Um primo distante de Tywin Lannister, Damion, é deixado para governar, e ninguém parece particularmente preocupado que nenhum Lannister do ramo principal vivesse lá. Doran Martell prefere governar a partir dos Jardins de Água.
É o Liddle que Bran encontra nas montanhas do Norte que nos dá a razão mais clara e explícita do porquê sempre deve haver um Stark em Winterfell:
Quando havia um Stark em Winterfell, uma donzela podia percorrer a estrada do rei usando o vestido do dia de seu nome e nada sofrer, e os viajantes encontravam fogo, pão e sal em muitas estalagens e castros. Mas agora as noites são mais frias, e as portas estão fechadas. (ASOS, Bran II)
Até certo ponto, Bran também já havia articulado isto:
Já tinha idade suficiente para saber que não era realmente por ele que gritavam… Era a colheita que festejavam, Robb e suas vitórias, o senhor seu pai e o avô e todos os Stark desde há oito mil anos que aclamavam. Mas, mesmo assim, aquilo fez com que inchasse de orgulho. (ACOK, Bran III)
Quando há um Stark em Winterfell, a terra é pacífica e o povo não morre de fome. Ter um Stark em Winterfell é, por definição, ter uma boa senhoria. O fato de que os nortenhos dependem dos Starks para sua própria sobrevivência está implícito para muitos de seus vassalos, e muitas vezes são as Casas que traçam sua própria existência a eles que são os mais fanáticos em sua lealdade.
Lyanna Mormont, cuja Casa recebeu terras de Rodrik Stark raivosamente rejeita as exigências de Stannis por lealdade, escrevendo: "A Ilha dos Ursos não reconhece nenhum rei que não o Rei do Norte, cujo nome é STARK."
Outra jovem senhora do Norte, Wylla Manderly vocifera contra as mentiras de Freys sobre Robb e do desagravo (fingido) de seu pai: "os lobos nos acolheram, nos alimentaram e nos protegeram contra nossos inimigos. [...]. Em troca, juramos que seríamos sempre homens deles. Homens dos Stark!“ (ADWD, Davos III)
Bran nos diz em AGOT que, nos Clãs das Montanhas (entre outros), "quando a neve caísse e os ventos gelados uivassem do norte, [...] os agricultores deixariam seus campos congelados e fortificações distantes, carregariam suas carroça" e se refugiaram na vila de inverno de Winterfell. Quando os homens dos clãs dizem a Asha que eles preferem que seus "homens morram lutando pela garotinha de Ned do que sozinhos e famintos na neve, chorando lágrimas que vão congelar em suas bochechas" também é provável que estejam fazendo uma tentativa desesperada de recuperar seu refúgio.
Por conta da vila de inverno, ser o Stark em Winterfell é um cargo imensamente importante que não tem equivalente em nenhum outro lugar. Significa ser um governante prático que conhece seus súditos intimamente e que cuida deles quando o inverno chega – algo que eles recordam constantemente. Ned pratica isso em seu próprio governo em Winterfell:
O pai costumava dizer que um senhor devia comer com seus homens se esperava conservá-los. Arya um dia o ouviu dizer a Robb: “Conheça os homens que o seguem e deixe que eles o conheçam. Não peça aos seus homens para morrer por um estranho”. Em Winterfell, havia sempre um lugar extra à sua mesa, e todos os dias um homem diferente era convidado a juntar-se a eles. (ACOK, Arya II)
Na mitologia da Europa Ocidental, (tendo em conta que a Europa Ocidental é a principal inspiração de GRRM para Westeros), há um conjunto de lendas sobre o chamado Rei Pescador. O Rei Pescador, também conhecido como o Rei Mutilado ou Rei Ferido, contém dentro de sua linhagem o rei bretão Arthur e o rei galês Bran, o Abençoado.
Para os ingleses, o Rei Pescador é um dos guardiões do Santo Graal. Ele foi ferido ou mutilado e, como resultado, é infértil, e é sustentado apenas pelo poder do Graal. Por sua vez, sua terra se torna infértil e estéril também, e o único alimento possível ali é peixe, daí vem seu nome. Em algumas versões, o pai é o Rei Ferido e seu filho é o Pescador. O usuário do Tumblr theelliedoll analisa essa conexão, escrevendo em seu metatexto:
O sentido do Rei Pescador como um personagem mítico não é tanto as particularidades de seu caráter ou mesmo de sua lesão, mas o simples fato de que sua aflição (sexual) é transferida para suas terras. O mito pressupõe assim uma conexão mística, inextricável e empática entre rei e reino que exige do rei uma virilidade potente e generativa, e assim o mito funciona como a narrativa simbólica que articula uma ideologia dominante no poder [da Europa Medieval, a inspiração de Westeros para GRRM]. Essa ideologia de poder é a ideia da divindade do rei, que é em si inseparável das noções de herança e primogenitura.
O mito do Rei Pescador funciona então simplesmente como uma estratégia de legitimação da autoridade real e, consequentemente, de uma monarquia cada vez mais absolutista, percebida (e culturalmente representada) como a única forma imaginável de governo.
O Stark em Winterfell é o equivalente de ASOIAF ao Rei Pescador, cujas infortúnios pessoais são espelhadas na própria terra. Há pelo menos dois casos na história em que o Rei do Inverno é referido como "O Stark em Winterfell" [no Brasil, traduzidos como “Stark de Winterfell”]:
"O Stark de Winterfell queria a cabeça de Bael" (ACOK, Jon VI)
"O Stark de Winterfell teve de dar uma mão [para parar a rebelião na Patrulha da Noite]” – (ASOS, Jon VII)

"Ele é o jovem Rei Arthur" - GRRM, sobre Bran

Há um personagem, na narrativa, que é chamado por outros e chama-se Stark em Winterfell: Bran, filho de Lorde Eddard e Lady Catelyn:
Sou o príncipe. Sou o Stark em Winterfell.
É o Stark em Winterfell, e o herdeiro de Robb. Tem de parecer principesco – juntos, vestiram-no de forma condizente com um senhor.
Era um Stark em Winterfell, filho do seu pai e herdeiro do irmão e quase um homem-feito.
-(ACOK)
E que também detém os intimamente associados títulos de príncipe e herdeiro de Winterfell:
Ele era o Príncipe de Winterfell, filho de Eddard Stark, quase um homem-feito e, além disso, um warg
"também é o nosso príncipe, o filho de nosso senhor e o verdadeiro herdeiro de nosso rei" (Meera para Bran)
Jojen fitou-o comseus olhos verde-escuros. – Não há nada aqui que nos faça mal, Vossa Graça.
Ele é o nosso príncipe. -(Meera para Samwell Tarly)
De noite, todos os mantos são negros, Vossa Graça. -(Jojen para Bran)
A história de Bran também é muito semelhante à encarnação galesa do Rei Pescador: Bran, o Abençoado, que lutou contra um exército de guerreiros mortos-vivos (wights) que foram continuamente revividos por um caldeirão mágico (O Coração do Inverno). Seu meio-irmão, (Jon Snow) se esconde entre os mortos após uma batalha a fim de ser jogado no caldeirão (Jon, veja bem, poderia muito bem estar dentro de Fantasma, cujo nome foi a última palavra que ele falou, e a Patrulha da Noite poderia muito bem ter entrado em colapso agora, sem falar na própria Muralha) e ser capaz de destruí-lo , mas morre no processo. Ele tem um nome muito semelhante a um dos outros títulos do Rei Pescador: o Rei Ferido. A história o chama, e ele chama a si mesmo, repetidamente, de "quebrado".
apenas quebrado. Como eu, pensou.
Bran – ele falou, sem vontade. Bran, o Quebrado. – Brandon Stark. – O menino aleijado.
mas quem se casaria com um garoto quebrado como ele?
Através das brumas dos séculos, o garoto quebrado só podia observar.
O sofrimento de Bran por causa de sua mutilação e a própria Winterfell estar "quebrada" estabelece uma ligação empática entre rei e reino.
GRRM disse o seguinte de Tolkien, quem ele admira:
O Senhor dos Anéis tinha uma filosofia muito medieval: que se o rei fosse um bom homem, a terra prosperaria. Olhamos para a história real e não é assim tão simples. Tolkien pode dizer que Aragorn se tornou rei e reinou por cem anos, e ele foi sábio e bom. Mas Tolkien não faz a pergunta: qual era a política fiscal de Aragorn? Ele manteve um exército permanente? O que ele fazia em tempos de inundação e fome?
-GRRM também implicitamente fez a pergunta: Como os seres humanos, que são falhos e mortais, podem virar monarcas perfeitos, como o Rei Pescador deveria ser? A história de Bran, entrelaçada com a de seu antepassado Brandon, o Construtor, é sua resposta a essa pergunta. Desde o início, os Starks foram preparados pelos Deuses Antigos. A lenda westerosi diz que o Construtor teve a ajuda de gigantes, e usou a magia dos Filhos da Floresta para construir a Muralha. Quando Catelyn olha nos olhos da árvore-coração de Winterfell, ela pensa que eles são "mais velhos do que Winterfell. Se as lendas eram verdadeiras, tinham visto Brandon, o Construtor, assentar a primeira pedra; tinham visto as muralhas de granito do castelo crescer à sua volta. (AGOT, Catelyn I)
Jon Snow, outro que não é um Stark pela linha masculina, tem pesadelos em que as Criptas "não são seu lugar" e recusa a oferta de Stannis para ser o Senhor quando ele percebe, "o represeiro era o coração de Winterfell... mas para salvar o castelo, Jon teria de arrancar esse coração até suas antigas raízes e entregá-lo ao faminto deus de fogo da mulher vermelha. Não tenho o direito, pensou. Winterfell pertence aos deuses antigos" (ASOS, Jon XII)
Quando Rickon levou os Walders para as Criptas, Bran ficou furioso: "Você não tinha o direito! [...] Aquele lugar é nosso, dos Stark!
Não é por acaso que os contos sugerem que a árvore-coração, "o coração de Winterfell" é dito ter testemunhado o trabalho do Construtor. Na verdade, no Norte, a árvore-coração é usada como testemunha para votos de todos os tipos, incluindo casamentos e contratos. Ramsay e "Arya" dizem seus votos em frente a uma árvore-coração, e Jojen diz a Bran que os filhos da floresta não tinham "nem tinta, nem pergaminhos, nem linguagem escrita. Em vez disso, tinham as árvores, e os represeiros acima de tudo”.
Juntando o que aprendemos sobre a história da Casa Stark em O Mundo de Gelo e Fogo, pudemos ler como o crescimento de seu domínio não era só reflexo do crescimento de Winterfell "ao longo dos séculos como se fosse uma monstruosa árvore de pedra", mas que havia um propósito mais profundo para as guerras que eles travaram. Eles mataram o warg Gaven Greywolf na "Guerra dos Lobos" e o Rei Warg da Ponta do Dragão Marinho, matando seus vidente verdes e levando suas filhas como prêmios.
Estes podem ter sido os eventos históricos que levaram Haggon a dizer: "Ao sul da Muralha, os ajoelhadores nos caçariam e nos matariam como porcos..". Theon Stark, o Lobo Faminto, matou o Rei Marsh e casou-se com sua filha, e é comum rumores de que os crannogmanos se casaram com os Filhos da Floresta. Com base na visita de Howland à Ilha das Faces e ao status de Jojen como um sonhador verde podemos supor que eles têm estreitas conexões com a magia do Deuses Antigos, tenham se casado ou não.
A razão para essas guerras contra outros praticantes da magia do Norte remonta a Brandon o construtor, que eu vou supor também foi o Último Herói, uma vez que foram Winterfell e a Muralha que conseguiram alcançar o que o Último Herói estava determinada a fazer:
E assim, enquanto o frio e a morte enchiam a terra, o último herói decidiu procurar os filhos da floresta, na esperança de que sua antiga magia pudesse reconquistar aquilo que os exércitos dos homens tinham perdido.
Isso remonta a um grande pacto que ele fez com os Filhos há 8000 anos: em troca da ajuda mágica destes, de ser o único legítimo possuidor dessa magia, e ter o mandato para conquistar o Norte, o Construtor e seus descendentes dariam sacrifícios aos Deuses Antigos, preservariam seus represeiros e manteriam os Outros à distância. Todo o propósito do lema da Casa Stark é expresso em "O Inverno está Chegando". Não é um vanglória – como é comumente observado –, é algo mais. É uma justificativa para o direito deles de governar. Ao absorver a magia no sangue do Rei Warg e do Rei Marsh, os Reis do Inverno estavam agindo conforme o pacto. Assim como o Rei Pescador, ou seja, o Rei Arthur, protegeu o Santo Graal, também os Starks mantêm a árvore-coração, tirando dela poder e legitimidade.
É muito provável que o próprio Construtor tenha sido um vidente verde, fundindo-se com a árvore-coração como parte de seu pacto com os Deuses Antigos para se tornar o primeiro Stark em Winterfell. "Bran" significa "corvo" em galês e Corvo de Sangue diz a Bran que as mensagens foram enviadas por corvo entrando-se na pele deles:
Foram os cantores quem ensinaram aos Primeiros Homens a enviar mensagens por corvos... mas, naqueles dias, as aves podiam dizer as palavras. As árvores se lembram, mas os homens esquecem, então agora escrevem a mensagem em pergaminho e amarram em volta da perna da ave com quem nunca compartilharam a pele. (ADWD, Bran III)
Isso não é um acidente, pois GRRM afirmou que os nomes de seus personagens foram escolhidos com "uma boa quantidade de reflexão". Apenas dois indivíduos na narrativa tem a capacidade confirmada de entrar na pele de corvos, e ambos são vidente verdes. Dizem que os reis da Era dos Heróis – o Construtor entre eles – viveram por centenas de anos, exatamente o que os verdes fazem, usando os represeiros como uma espécie de aparelho de manutenção sobrenatural da vida na velhice. Jojen aprofunda nossa compreensão do papel dos represeiros quando diz:
Quando
[os cantores e vidente verdes]
morriam,
entravam na floresta,
em uma folha, um galho ou uma raiz,
e as árvores se lembravam
Todas as suas canções e feitiços, suas histórias e orações, tudo o que sabiam sobre esse mundo. Os cantores acreditam que os represeiros são os antigos deuses.
Quando cantores morrem, eles se tornam parte dessa divindade.
(ADWD, Bran III)
Se o Construtor era de fato um vidente verde, e a árvore-coração de Winterfell seu repouso final (lembre-se daquela lagoa preta bacana ao lado, que ninguém nunca tocou o fundo) – como há fortes evidências de que ele seria – então isso significa que a jornada de Brandon esteve, desde o início, sob o olhar direto de seu ancestral. Quando Bran fala pela primeira vez da árvore-coração, ele diz que "sempre o assustara; as árvores não deveriam ter olhos, pensava Bran, nem folhas que se parecessem com mãos”.
À medida que o preparo de Bran como herdeiro do Construtor continua, ele cai cada vez mais sob sua influência, atraído pelos represeiros cada vez mais, especialmente para a árvore-coração:
Bran sempre gostara do bosque sagrado, mesmo antes, mas nos últimos tempos achara-se cada vez mais atraído para lá. Até a árvore-coração já não o assustava como antes. Os profundos olhos vermelhos esculpidos no tronco claro ainda o observavam, mas, de algum modo, agora tirava conforto disso. Os deuses olhavam por ele, dizia a si mesmo, os deuses antigos, deuses dos Stark, dos Primeiros Homens e dos Filhos da Floresta, os deuses do seu pai. Sentia-se seguro à vista deles, e o profundo silêncio das árvores o ajudava a pensar. Bran passara a refletir muito desde a queda; a refletir, a sonhar e a falar com os deuses. (ACOK, Bran VI)
Era uma árvore estranha, mais esguia do que qualquer outro represeiro que Bran tivesse visto e desprovida de rosto, mas pelo menos fazia-o sentir que os deuses estavamali com ele (ASOS, Bran IV)
A árvore-coração em Winterfell viu a colocação da primeira pedra, e foi no Bosque Sagrado que Bran fez sua última escalada sobre as paredes de Winterfell. Verão notavelmente uivava com medo, como se sentindo que algo terrível estava prestes a acontecer do mesmo jeito que Vento Cinzento fizera nas Gêmeas:
Estava no meio da árvore, deslocando-se com facilidade de galho em galho, quando o lobo se pôs em pé e começou a uivar.
Bran olhou para baixo. O lobo calou-se, olhando-o através das fendas de seus olhos amarelos. Um estranho arrepio o atravessou, mas recomeçou a trepar. Uma vez mais o lobo uivou.
Quieto – gritou. – Senta. Fique. Você é pior que a minha mãe – os uivos seguiram Bran até o topo da árvore quando, por fim, saltou para o telhado do armeiro e para fora de vista.
Os Deuses Antigos (e Corvo de Sangue) estão fortemente implícitos em ter previsto seu destino, assim como Summer sentiu. Eles têm inteiramente a intenção de que ele desempenhará seu papel na saga e cumprirá o pacto, quer ele queira ou não:
– Muito dele se transformou em árvore – explicou a cantora que Meera chamava de Folha. – Ele viveu além de seu tempo mortal e, ainda assim, permanece aqui. Por nós, por você, pelos reinos dos homens. Apenas uma pequena força permanece em sua carne. Ele tem mil olhos e um, mas há muito para ver. Um dia, você saberá.
Observei-o por um longo tempo, observei-o com mil olhos e com um. Vi você nascer, e o senhor seu pai antes de você. Vi seus primeiros passos, ouvi sua primeira palavra, fiz parte de seu primeiro sonho. Estava observando quando caiu. E agora finalmente você veio até mim, Brandon Stark, embora a hora seja tardia.
(Bran II e III, ADWD)
A resposta da GRRM à pergunta "Como pode um mortal se tornar um rei perfeito?" é evidente na narrativa de Bran: Apenas tornando-se algo não completamente humano, tendo características divinas e imortais, como a um represeiro, fundidas em seu ser – e, portanto, tornando-se mais ou menos do que completamente humano, dependendo de sua perspectiva.
Este é o único tipo de monarquia ao qual GRRM confere legitimidade, do tipo onde o rei sofre em sua jornada e é quase desumanizado pelo bem de seu povo. O Último Herói (o Construtor) em sua busca pelos Filhos, viu todos os seus 12 companheiros morrerem. Jojen agora está perto da morte, e diz a Bran que:
[…] Terra e água, solo e pedra, carvalhos, olmos e salgueiros, estavam aqui antes de nós, e ainda permanecerão quando tivermos ido.
Assim como você – disse Meera. Aquilo entristeceu Bran. E se eu não quiser permanecer quando vocês se forem?, quase pergunto.-(Bran, ADWD)
Bran viverá mais que seus amigos, Meera e Jojen. Embora ele se reencontre com seus irmãos Arya, Sansa, Rickon e até mesmo Jon, e sua vida com eles seja feliz, Bran viverá mais do que eles também, e que seus filhos. Ele viverá mais que Nymeria, Cão Felpudo, Fantasma e até Verão. Corvo de Sangue lhe disse:
Tenho meus próprios fantasmas, Bran. Um irmão que amava, um irmão que odiava, uma mulher que desejava. Através das árvores, ainda os vejo, mas nenhuma de minhas palavras jamais os alcançou. O passado permanece no passado. (Bran, ADWD)
Através da árvore-coração de Winterfell, Bran será na velhice como Corvo de Sangue é agora, "meio cadáver e meio árvore, [...] parecia menos um homem do que uma sinistra estátua feita de madeira retorcida" e imerso nas memórias de uma infância feliz que está perdida para ele: Ele e Arya correndo brincando com espadas de gravetos no bosque sagrado; escalando as paredes de pedra enquanto Arya e Sansa têm uma luta com bolas de neve; o pai que se senta ao lado do fogo falando "suavemente da era dos heróis e das crianças da floresta"; uma mãe ordenando-lhe para descer antes que caia; ele, Jon e Robb treinando no pátio.
Perto do fim de sua vida, Bran não será tanto um ser humano. Mais como um veículo e canal das energias mágicas que são a fonte do poder da Casa Stark. Ele será um rei quando "nunca pediu para ser um príncipe", um vidente verde quando "era com a cavalaria que sempre sonhara": Ele será o Stark em Winterfell, preso ao lugar primeiro pela paralisação de suas pernas e sua ligação com o lobo gigante e as árvores, depois por sua ligação física com a própria árvore-coração.
Seja qual for a barganha faustiana que o Construtor fez para ajudar os Filhos, é claro que ele não apenas se ofereceu: ele ofereceu seus herdeiros. A jornada de Bran, seu preparo como Senhor, warg e agora vidente verde é processo que possivelmente levará milhares de anos em construção. O próprio Bran vê seu papel de Senhor, o Stark em Winterfell, como seu destino, sua única escolha:
Por que teria de desperdiçar seus dias ouvindo velhos falando de coisas que só compreendia parcialmente? Porque está enfraquecido, lembrou-lhe uma voz no seu interior. Um senhor na sua cadeira almofadada podia ser aleijado. [...] Mas um cavaleiro no seu corcel de batalha não podia. Além disso, era o seu dever. (ACOK, Bran II)
Depois que ele olhou profundamente para o Coração do Inverno, o Corvo de Três Olhos disse a ele: "Agora você sabe por que você deve viver... porque o inverno está chegando."

A Nova Era

A extensão da ajuda dos Cantores a Bran, Casa Stark e o reino traz à mente a pergunta: Por quê? Por que fariam isso? Eles vivem em uma caverna protegida, e estão à beira da extinção em qualquer caso, então o que importa para eles que a humanidade em Westeros possa ser dizimada? A Resposta está na previsão de Folha dos anos que estão por vir:
Foram para baixo da terra – Folha respondeu. – Nas pedras, dentro das árvores. Antes dos Primeiros Homens chegarem, toda esta terra que você chama de Westeros era nosso lar, e mesmo naqueles dias éramos poucos. Os deuses nos deram longas vidas, mas não grandes números, para não saturar o mundo, como os cervos saturariam a floresta se não existissem lobos para caçá-los. Aquela era a aurora dos dias, quando nosso sol estava nascendo. Agora ele se põe, e este é nosso longo minguar. Os gigantes estão quase desaparecidos também, eles que eram nossa perdição e nossos irmãos. Os grandes leões das montanhas do oeste foram mortos, os unicórnios se foram, os mamutes são apenas algumas centenas. Os lobos gigantes sobreviverão a todos nós, mas sua hora também chegará. No mundo que os homens fizeram, não há espaço para eles, ou para nós.
(Bran III, ADWD)
Folha está prevendo a morte de todas as raças mágicas e anciãs do mundo, até mesmo lobos gigantes. Dado que a magia dos represeiros inclui poderes de profecia, talvez ela esteja correta, talvez não. O que é relevante, no entanto, é o que não foi previsto que acabaria: os represeiros e os sacrifícios de sangue dados a eles são de onde vem magia de Westeros. Onde um assentamento humano declinou, os represeiros retornam, como Brienne descobriu nos Sussurros e Bran no Fortenoite. Ambos encontraram represeiros jovens, magros e sem rosto. A civilização ândala, que teme e queima madeiras selvagens, também está morrendo, a medida que o Sul entra em colapso por meio da violência e da fome.
A explicação está nos represeiro, e na ajuda a Bran e, por extensão, ao reino: os filhos pretendem que a humanidade seja herdeira da administração das árvores sagradas que guardam as almas de seus ancestrais e sua memória. A humanidade, ao contrário dos Cantores, se reproduz rapidamente, e qualquer que seja a origem exata dos Outros (seja como arma criada pelos Cantores que saiu pela culatra, ou como alguns teóricos sugerem, troca-peles que realizaram o que Varamyr não conseguiu fazer através de bebês masculinos como as oferendas de Craster, ou algo totalmente diferente), foi apenas com a chegada da humanidade que os Outros entraram para os registro histórico. Os Outros agem como uma ferramenta cósmica contra uma humanidade que esgotaria a terra como "como os cervos saturariam a floresta se não existissem lobos para caçá-los."
Os Outros são os lobos para caçar humanos, o gelo para trazer equilíbrio ao fogo. Os Starks em Winterfell agem como um dos guardiões desse equilíbrio, a tranca em um portão que mantém à distância um poder sombrio na terra, assim como os valirianos eram para o que estava nas profundezas das Quatorze Chamas. Eles manterão esse equilíbrio até que talvez eles, por sua vez, encontrem o mesmo destino que os Cantores e sejam substituídos por outro invasor de Essos. Não surpreeende que Winterfell pareça ter sido projetado tendo em mente a luta contra os Outros e suas criaturas.
Sugere-se que a Ordem Sagrada dos Homens Verdes tenha se combinado de alguma forma com a terra se analisarmos sua pele verde, aura mágica e a administração de um poderoso bosque de represeiros, e é certo que desempenharão algum papel neste projeto, embora ainda não esteja muito claro qual é esse papel, assim como os detalhes desse projeto.

Conclusão

Há uma relação entre as diferentes figuras míticas e as fontes de seu poder:
Em todo caso, há um esboço de força sobrenatural, e até mesmo divindade, na entidade que age como uma ponte entre presente e algo muito maior: Winterfell para o passado antigo, o represeiro para a divindade e o Santo Graal para o deus-criador cristão. A imagem do Rei Pescador em ASOIAF é criada a partir da fusão do papel do Rei do Inverno ao vidente verde, e, por sua vez, a de Winterfell à árvore-coração. Ela se baseia em uma série de enxertos entre seres diversos e distintos, como afirma este meta-texto:
Simbolicamente, o enxerto imagina a súbita junção de coisas diferentes - uma fusão que pode ser perturbadora ou transformadora. O enxerto representa não apenas uma prática horticultural, mas também uma forma de compreender as fronteiras permeáveis e produtivas entre eu e outros, humanos e não humanos, bem como as conexões entre passado, presente e futuro...
Talvez o mais importante, enxertando noções de primogenitura e ideias estritas de parentesco, introduzindo incerteza em distinções renascentistas entre alto e baixo, animais e plantas, humanos e não humanos.
O Stark em Winterfell por sua natureza é destinado a ser um vidente verde, e sua ligação com o castelo é inseparável de sua ligação com a árvore-coração. Através disso, por sua vez, Winterfell adquire o aspecto de uma árvore, assim como o represeiro tem aspectos de pedra. Cada um se torna como o outro, fundido em praticamente um ser, assim como o rei adquire qualidades de divindade e, no caso do Criador Cristão, o deus é pensado como um rei ("rei dos reis, que do teu trono olha para ti"). Winterfell, nunca se diz ter sido "construído" na narrativa. Em vez disso, "Milhares e milhares de anos antes, Brandon, o Construtor, erguera [raised] Winterfell e, segundo alguns diziam, a Muralha." -(AGOT, Bran IV). "Criar" [raise], da maneira que você "cria" uma criança ou cultura, é a maneira pela qual você lida com algo que é orgânico, vivo, com sensibilidade própria. Bran também nota que aqueles que "construíram" Winterfell "nem sequer tinham nivelado a terra; havia colinas e vales por trás dos muros de Winterfell”.
Winterfell é assimétrico e irregular, como as coisas vivas e orgânicas são. Esta imagem está fortemente impressa nela que se diz que "o edifício fora crescendo ao longo dos séculos como se fosse uma monstruosa árvore de pedra, com galhos nodosos, grossos e retorcidos, e raízes que se afundavam profundamente na terra." Cada um feito mais forte por essas relações, com o Stark em Winterfell servindo como um ducto humano.
Da mesma forma que Winterfell se torna como uma árvore, o represeiro tem aspectos de não ser de alguma forma do mundo de carne e osso. Um Blackwood observa sobre um represeiro: "Por mil anos não mostrou nem uma folha. Quando se passarem mais mil anos, ela se transformará em pedra, [...]. Represeiros não apodrecem”.
Muitas vezes na narrativa, a madeira é comparada com osso, liso e branco, e osso é um tecido do corpo que permanece muito tempo após a morte, separado da carne viva. O Construtor também está associado com Ponta Tempestade. "Uns diziam que os filhos da floresta o ajudaram a construí-lo, dando forma às pedras com magia; outros afirmavam que um garotinho lhe tinha dito o que fazer, um garoto que cresceria para se tornar Bran, o Construtor”. -(ACOK, Catelyn III)
Entender o Construtor como um Rei Pescador resolve muitas contradições na história história dele, especialmente a ideia de que um homem procurou por uma raça de seres que fizeram suas casas de madeira e folha para aprender a construir um castelo de pedra. Havia um propósito muito além do aprendizado; ele foi propor uma união: a civilização humana e a floresta primordial, para criar um monólito que é tanto castelo quanto árvore, governado por um homem que é rei e xamã. Como deveria ser. E como será, pelo único rei em Westeros que GRRM e sua história valorizam e honram:
Brandon Stark, o herdeiro de Winterfell, filho de Lorde Eddard e Lady Catelyn.
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2020.11.27 23:30 Uyoboki Consegui meu primeiro emprego!!!

Boa noite a todos! Sou novo aqui aqui no sub. Vou começar a trabalhar no meu primeiro emprego agora no início de dezembro! Por mais que eu esteja muito empolgado, confesso que tô com muito medo... Medo de errar, de levar bronca, das pessoas serem rude comigo e de não saber o que fazer. Eu sei que ninguém nasce sabendo de tudo e eu estou lá pra aprender, e sei que as pessoas não vão tratar a gente bem ou com gentileza só porque a gente quer, sempre vão ter pessoas que se acham superiores por saber de algo a mais tempo. Eu passei o quase o ano todo procurando emprego porque eu preciso muito, e agora finalmente aconteceu e eu não consigo evitar essa ansiedade com esse medo. Uma sensação que eu não possa falhar sinto uma pressão muito ruim, e estou com medo que isso afete meu primeiro dia... Só queria conseguir relaxar, sabem? Ficar descontraído e confortável com a minha responsabilidade que vou passar a ter.
Não consigo relaxar ouvindo minhas músicas, jogando meu jogos ou assistindo minhas séries. Se alguém que já passou por uma situação parecida tiver um conselho pra dar ou como devo tentar levar tudo isso, aceito muito!
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2020.11.27 16:11 nickname817 Se sentindo incapaz

Eu acho que vou pirar o vestibular tá chegando e eu tô no último ano do ensino medio, já nem tive as coisas tradicionais, como camiseta ou formatura e nem vou ter como a escola mesmo já disse. Minha mãe paga curso pra mim online e eu me sinto um lixo por não conseguir nem sentar na cadeira e começar a estudar, não consigo focar e tenho vontade de chorar mesmo quando tô de boa, a preguiça me vence e eu não consigo aprender, na escola eu tinha muita facilidade em aprender rápido e não se é pq tô alienada de tecnologia, mas exatamente tudo acaba me irritando e assim não entrando na minha mente, sem tirar o fato de que sou ansiosa, não tô conseguindo estudar, nem me organizar como qieria, somente me vem à vontade de chorar muito e eu fico brava por estar assim, queria dar o meu melhor, mas algo me barra 😫😫😡😡😡
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2020.11.27 15:34 reallyuglydoodles Sobre meu post de ontem, minha ex, terapia, e manipulação emocional usando textos

Pra quem é mais ativo no sub, deve ter percebido que ontem um post meu até que teve bastante engajamento (e pra quem não é, é só entrar no meu histórico pra entender melhor do que eu estou falando). Eu pretendia responder todas as pessoas que vieram me aconselhar de alguma forma mas me ocupei o dia inteiro, e aí achei melhor escrever de novo hoje pra desenvolver melhor a história e um pouco de pensamentos paralelos.
O Reddit, mesmo que muitas vezes nós não pensemos nisso, é uma rede social. E ela sofre de muitos defeitos semelhantes à qualquer outra - mas o que mais me chama a atenção, principalmente no desabafos, é o quanto qualquer pessoa consegue escrever uma história que pode ser totalmente viesada, fazendo o autor dela sair como o herói da história citando somente a visão e emoções dele sobre o que ocorreu - e essa história muitas vezes é tida por aqueles que a comentam como verdade absoluta.
Eu tento fugir desse viés quando eu escrevo aqui, mas é inevitável. Nenhuma pessoa quer escrever uma história onde ela mesma é a errada. Mesmo assim eu tento, porque ninguém é salvo de ter falhas, e é meu papel transcrever a história com a maior fidelidade possível, mesmo que me doa.
O que é um pouco contraditório, porque se o intuito é desabafar, é esperado que a narrativa seja viesada. Como eu posso exprimir confusão e ser imparcial ao mesmo tempo? É um paradoxo. Sem falar que muitas vezes a gente não quer nem ser imparcial, quer que outras pessoas concordem com o que estamos dizendo. E eu sinto que este espaço é um pouco disso - dificilmente você encontra histórias onde as pessoas estão ativamente erradas e não quer mudar, e até quando encontra, uma porcentagem alta está num processo de remissão, ou de redenção, ou assumindo que errou no passado.
Estou dizendo tudo isso porque ontem, eu escrevi um texto sobre uma pessoa que eu amo. Uma pessoa que errou, e que me machucou com esse erro. Mas eu também já errei e também já machuquei essa mesma pessoa. E é só olhar meu histórico de posts pra ver que eu posso ser tão babaca quanto como a Laura foi. Na época em que escrevi meu primeiro post sobre ela, eu achei que todas as críticas que recebi foram mais rígidas do que eu merecia. Ontem, eu senti que o mesmo aconteceu com ela.
Por sorte ontem eu também tive consulta com meu psicólogo, e discuti um pouco de tudo isso com ele. Falei sobre o quanto é difícil expressar uma história multifacetada pra pessoas que você nem conhece, sobre como nós somos seres muito mais complexos do que muitas vezes conseguimos expressar num texto corrido, e também muitos sentimentos que às vezes nós acreditamos serem totalmente separados, estão muito mais próximos do que a gente imagina.
Longe de mim querer dizer que qualquer uma das pessoas que me aconselhou estava errada. Acredito fielmente que todos que comentam nos textos que e fiz, ou entraram em contato direto comigo, ou até só leram e deram um conselho mental, estavam fazendo isso visando o meu bem, mesmo sem me conhecer. Cada um deu sua perspectiva sobre um problema que eles nunca tiveram contato. E eu acho isso muito bonito.
Mas eu quero deixar a reflexão à você, que assim como eu perde seu tempo escrevendo para estranhos na internet:
Muitos dos relatos que nós nos acostumamos a consumir diariamente aqui no desabafos provavelmente são extremamente mais complexos e cheio de nuances do que muitas vezes nós paramos pra pensar. Na minha história, por exemplo, existem diversos pequenos detalhes ínfimos que não mudariam o resultado final, mas eu tenho certeza que fariam algumas pessoas mudar de opinião.
Quanto à minha história com a Laura... eu sinto que é mais complicado do que eu conseguiria dizer aqui no Reddit. Faz 3 meses que eu estou tentando falar sobre ela com meu psicólogo e ainda não consigo dar fim à essa história, então vou ser sincero e dizer que acho que eu nunca vou conseguir transcrever fielmente pra vocês (até porque daria um livro de tanto texto).
Eu só sei que essa vida não é fácil. Mas a gente vai dando um jeito e tentando ser feliz no final do dia. :)
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2020.11.27 03:49 superegotrip Situação engraçada e boba enquanto planejava chamar a garota que gosto pra sair

Como não tenho muitos amigos, e absolutamente ninguém pra ler isso, vou compartilhar mesmo que ninguém vá ler kk. Estou apaixonado por uma garota que trabalha aqui perto de casa mas nunca tive coragem de falar diretamente com ela. Esse sentimento do nada intensificou de uns tempos pra cá, mas eu já tinha olhos pra ela há anos, e aí decidi tentar falar com ela.
O plano é óbvio chamar ela pra sair, mas não dá pra fazer isso do nada. Nas últimas duas semanas eu fui lá onde ela trabalha pra comprar algo pra comer e aproveitei pra puxar papo. Pensa numa garota adorável? Kkkk ela dava ideia em todo assunto que eu puxava, conversava sobre tudo de forma espontânea. Isso foi o primeiro dia né, eu achei que isso pudesse ser uma brecha pra rolar algo no futuro...
Semana passada fui lá de novo, mais papo por uns 40m e muito bem conversado, foi maneiro. Eu planejava chamar ela pra sair esse dia, mas não senti confiança na hora apesar de ter planejado em casa. Enquanto ela atendia os clientes, percebi que ela é bem popular onde ela trabalha. Colegas e clientes passam e conversam numa boa e parecem gostar muito dela, evidenciando que na vdd ela é adorável com todo mundo e eu poderia estar trocando os fios achando que comigo seria diferente (hahahahaha inocente né...).
Não me entendam errado, eu não vou lá comprar (literalmente) papo não... eu gosto da comida que vendem lá, e meus pais ultimamente não tão legais então geralmente levo pros veio também.
Pensando se eu devesse chamar ela pra sair esse final de semana... Eu sei dessa parada de "o não você já tem", mas como eu disse, eu não vou lá só pra conversar, meus pais gostam da comida e se eu levar um nãozao assim eu não teria mais cara de chegar lá novamente hahaha. Pensei em chamar ela pra sair de forma sutil, mas acho que não tem muitas opções sem parecer que é real chamar pra sair, se eu arriscar acho que vai dar merda.
Não é desabafo nem nada importante como o resto dos usuários daqui, mas eh isso. Obg quem leu até aqui. :)
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2020.11.27 03:02 yukiyakui Me sinto indiferente, excluído e anti-social

Bom, talvez nem tão anti-social, mas excluído e indiferente, sim, eu me sinto dessa forma. Vou tentar dizer o meu desabafo de modo com que consigam entender, irei transparecer a minha honestidade e pra quem ler até o final, você tem a minha sincera gratidão. As coisas estão indo até que bem na minha vida, não tenho nenhum problema de saúde além de asma, minha família tenta ser unida o máximo que pode, meu pai já foi embora mas não me sinto abalado por isso, e bem, considero que vivo uma vida feliz, tirando o fato de...
Desde a infância quando ainda pequeno sempre fui uma criança quieta e calada, eu costumava ouvir muito as pessoas e escolhia ficar em silêncio, nunca entendi direito porque fui assim. O tempo passou e agora no final da minha adolescência continuo do mesmo jeito, exceto que agora tento ser mais conversativo, falar mais e dar a minha opinião sobre coisas.
Eu nunca tive muitos amigos, até hoje tenho poucos, mas tudo bem. O problema é que agora, tentando fazer novos amigos, tentando conhecer novas pessoas... Eu sinto que fracassei e ainda fracasso completamente. Eu adquiri um modo de conversar, um jeito de falar mais complexo. Eu simplesmente não gosto dos assuntos que a maioria das pessoas da minha idade gostam, na maioria das vezes eles não entendem o que estou falando ou me acham estranho pelo meu modo de conversar, dizem que sou "estranho", "seco" e "complexo" demais.
Sim, no fundo eu desejo ser "normal", mas simplesmente não consigo. Eu decidi fazer esse desabafo pois é a terceira vez que uma pessoa me ignora ou não aceita ser meu amigo(a) simplesmente pelo meu modo de falar, seja pela internet ou vida real. Me sinto indiferente, excluído e anti-social.
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2020.11.27 01:31 frustratedwriter15 Esse é o começo de um livro que estou escrevendo. Ele se chama "A menina que queria comer o mundo"

Parte 1: Sobre novos começos. A menina que queria comer o mundo Eu tenho um sonho recorrente, onde eu estou de frente ao oceano, as ondas batendo no meu tornozelo como uma gelada lembrança de que eu estou caindo aos pedaços e assim como o vento, eu desapareço. Me faço ar e água, eu viajo a mundos desconhecidos que são feitos de sussurros e histórias não terminadas que foram engolidas pela minha forma. Nesse sonho eu não sou feita de pedaços quebrados, eu não sou feita de beleza invisível, eu não sou feita de lágrimas derramadas em vão ou gritos ao silêncio. Eu sou de água e ar, eu mudo conforme necessário, eu sou amada incondicionalmente. Nesse sonho eu não existo. Mas então eu acordo, e estou de volta na minha cama e sentindo o sol esquentar o meu rosto, lembro o que realmente é real. Esses são os meus dias mais difíceis, na escola nada parece certo, eu fico com aquele sentimento no coração que é pesado demais pra carregar e difícil demais para explicar, são nesses dias que meus ombros abaixam e minha cabeça fica presa entre o real e o imaginário. Às vezes eu me pergunto se eu vou conseguir chegar até o dia seguinte, afinal como eu vou continuar sabendo que sou de carne e osso e existem limites para o meu ser? Eu não posso fugir, então fico presa nesse pequeno corpo que pouco significa comparado a grandeza de tudo e eu, continuo. A escola pode ser considerada um local de sentimentos mistos, lá eu consigo me superar e sinto que prenchoo um pequeno vazio de tudo o que falta em mim, mas também é lá onde ponho todo meu esforço para ser engraçada, ser compreendida e amada, é como uma constante prova onde eu tenho que passar e ganhar o respeito de todos, apesar disso eu ainda me sinto invisível. Sou um daqueles fantasmas de filme, posso ser sentida um toque ali, uma risada aqui, no entanto ninguém me enxerga, consigo ver atrás das risadas e das conversas animadas. Consigo sentir as pessoas se perguntando de onde ela surgiu? Eu continuo apesar de tudo. Eu então me refugio no meu quarto, entro no começo da noite e só saio quando o mundo fica quieto. Esse horário é perigoso, a quietude e a solidão te dão uma segurança falsa, elas contam mentiras de liberdade e falta de consequências. Esse é o momento em que eu ataco, de repente me vejo sem controle do que eu penso, sinto ou faço. Eu começo a comer, não importa o que, são poucos minutos em que o mundo me traz prazer e felicidade. Sou inundada por gostos e cheiros que me preenchem, cada lugar onde um dia foi vazio é preenchido por um sabor diferente.Salgado, azedo, doce, amargo não me faz diferença, contanto que sirva o seu propósito. Aos poucos volto a me sentir cheia até a respiração ficar difícil, e o meu corpo se sentir grande demais, assim faço o meu caminho de volta ao quarto e lá me faço a vítima de tudo o que eu acabei de fazer, e de tudo o que já fizeram comigo. Enquanto a culpa desce sobre mim eu vou adormecendo, deixando a dor se ajustar ao meu corpo, dominando tudo. Eu chamo isso de ciclo, estou presa nele, sobrevivo por causa dele, estou viva por ele e eu não sei como quebrá-lo, consigo o enganar fugir por algumas semanas, meses às vezes, mas ele sempre me acha e me traz de volta. Poucas pessoas sabem sobre ele, minha mãe foi a primeira a notar, no começo eu não quis acreditar. Afinal, como eu poderia estar me sabotando? No entanto, quanto mais as palavras ecoavam na minha cabeça, mais sentido fazia não apenas o que ela me disse, mas a minha vida inteira. Quando entendi o que ela me disse, entendi os vazios. Parecia que minha vida toda tinha sido finalmente posta em uma luz fria. No dia seguinte, a tarde fui a aula de pintura e contei pra uma pessoa, minha amiga Maria. A partir daquele momento ela passou a guardar meu segredo mais precioso, a razão da minha derrota. Não contei pra Maria sem motivo, para entender o meu porquê, você precisa entender ela. Maria é uma daquelas pessoas que emana luz e cheira a campos de flores em dias ensolarados, ela vê algo mais profundo e de alguma forma entende. Você não quer ser apenas conhecida por ela, quer ser enxergada por ela e, eu, fui. Ela viu por trás do esforço e das falsas personalidades, ela enxergou minha essência, o que quer que ela seja. Eu decidi a fazer minha confidente, guardei todos os seus segredos e ela os meus. Dessa forma, quando eu a contei sobre o ciclo e os vazios, ela não sentiu pena, não me perguntou se eu precisava ser ajudada. Não, ela compreendeu o que representava e o que significava. Acho que esse foi o primeiro dia em que eu estava completamente presente, eu não era um espírito observando todos e tentando agir de maneira certa, não, naquele dia eu existi. Pela manhã o dia não se misturava em fragmentos e borrões, eu conseguia ver os acontecimentos claramente. Ainda sim, no café o nevoeiro havia voltado, mas naquela manhã eu não me importei, porque agora eu tinha uma memória para guardar e não importava o quão escuro ficasse nada poderia tirá-la de mim. O dia seguiu normal, os momentos e as pessoas voando por mim, todas com um propósito, com um lugar para ir. Quando eu cheguei em casa, o vazio me invadiu, a noite e a sua solidão tomaram conta de novo, era como um tsunami que recuava ocasionalmente, mas sempre voltava com o dobro de força. Me arrastei até o quarto, deitei e fechei meus olhos e por uma hora imaginei praias brancas com as ondas indo e voltando, imaginei o ar da montanha batendo na minha cara e grandes florestas me rodeando, imaginei um campo florido com uma brisa leve me abraçando, imaginei um lago fundo e gelado, imaginei ser feliz e quando eu não consegui mais imaginar eu fui pra cozinha. Apesar de ter sido a primeira a notar, minha mãe nem imagina que eu ainda estou presa no ciclo, com muito esforço eu convenci ela de que eu melhorei. Meu último desejo era preocupar ela. Nós vivíamos sozinhas, meu pai desapareceu quando eu ainda era pequena e desde então a casa ficou vazia e o escritório foi ocupado por várias noites em claro. Meu pior dia foi uma noite fria de julho, a casa vazia fazia o meu coração arder e como uma tempestade de verão eu fui arrastada até a cozinha. Quando cheguei lá não consegui parar, eu estava no olho do furacão e assim eu comi, e comi e até os meus olhos arderem como o meu coração, e minha respiração ficar fraca eu não parei de comer. Eu acordei na minha cama no dia seguinte. Minha mãe já trabalhava na cadeira do meu quarto, e assim que percebeu que eu estava acordada ela apertou minha mão e me deu um olhar de pena. Eu nunca me senti tão inferior e envergonhada como naquele dia. As aulas de arte eram a minha salvação, meu porto seguro. Por arte você não precisa descrever sua dor, não precisa explicar, a dor só precisa ser sentida. O pincel passou a contar meus segredos, ele coloriu minhas cicatrizes e enfeitou a névoa. A arte era única parte minha, que não havia sido tocada pelo ciclo ou pela dor, ela era meu pequeno presente e eu a guardava com todo o meu ser. Como você já deve ter reparado, Maria é minha única amiga. E eu não digo isso para ser engraçada, apenas conto a verdade. Eu já estava acostumada e por mim nada precisava mudar. Quando uma das meninas se aproximou de mim na escola, eu não dei muita importância, eu não sou uma pessoa falante e em pouco tempo ela desistiria de mim. Mas recreios viraram almoços, e almoços viraram tardes na companhia dela. Por algum motivo ela não necessitava que eu conversasse, ela fazia isso por mim. O nome dela era Esther, de acordo com o que eu conseguia ouvir ela viraria uma arquiteta e pretendia fazer a casa de várias celebridades. Esther virou uma constante na minha vida. Quando eu fui parar no hospital, minha mãe e Maria já não estavam mais na companhia uma da outra, Esther estava lá e iluminava o quarto com suas conversas animadas e gargalhadas feitas de música. Esther tinha uma vida, um namorado e dois pais, ela morava perto da escola e pretendia se mudar quando se formasse. De acordo com ela eu tinha muita sorte de ser acolhida por ela. Eu não discordava, eu realmente tinha sorte. Esther era como um anjo caído do céu, a sua pele é da cor da noite e brilha quando o sol bate nela, os seus cabelos são grandes e cacheados e ela ama por ele em penteados. Ela ama abraços e consegue me deixar sem graça toda vez que me beija na bochecha para me dar tchau, eu não sou boa em demonstrar amor. Você deve estar se perguntando qual é o meu nome, ele é estranho, mas minha mãe o ama porque ele significa divina e pra ela eu sou completamente divina. Meu nome é Diana, ele não combina comigo, mas eu gosto de imaginar que em outra vida eu realmente fui divina. É tão estranho como pequenas coisas fazem diferença na nossa vida. Um sanduíche a mais, domingos sonolentos e ensolarados, uma amiga a mais, um beijo. No dia 15 de abril meu mundo brilhou, uma coisa dentro do meu coração foi acordada, algo que eu não sentia há muito tempo. Nesse dia, eu e Maria fomos visitar Esther, era aniversário dela e a ideia de festa dela era nós duas e seu namorado. Maria gosta de ser pontual, então chegamos 10 minutos mais cedo, ela segurava uma bandeja cheia de biscoitos e eu segurava a pintura que eu havia feito pra ela de presente, ela merecia, 17 não é uma idade fácil de chegar. A casa de Esther não era muito grande, mas também não era pequena, ela tinha um quintal e até o ar parecia diferente aqui, como em um filme. Andar pela casa dela era como ver o que sua vida deveria ser, a casa dela parecia ser tirado de um poster do prédio do serviço social. Quando entramos no quarto dela a felicidade se foi, eu nunca me senti tão desconfortável como quando vi Esther chorando. Enquanto eu entendia o que estava acontecendo, uma raiva também descia sobre mim, porque ninguém jamais deveria machucar Esther. Após alguns copos de água, finalmente conseguimos descobrir que seu término era o motivo do choro. Ele tinha arranjado uma menina melhor, de acordo com ela e ele tinha decidido que hoje era o dia ideal para contar-lá. Eu não me lembro de muito depois disso, os sons e as vozes viraram um só. Tudo o que eu conseguia ouvir era minha raiva, eu me sentia um vulcão prestes a explodir, como alguém ousava machuca-lá? Por que as pessoas eram tão cruéis? O que eu, ou Maria ou Esther havíamos feito para merecer tanta merda? A raiva borbulhava por baixo da minha pele e eu precisava socar alguém. Aos poucos decidi que eu não tinha força suficiente para socar alguém, invés disso pela primeira vez em meses eu decidi falar. - M...Man..Manda ele sse fuder. Foi a primeira vez que falei na frente de Esther, ela me olhava com os olhos arregalados, enquanto Maria colocava o copo de água no criado-mudo. -Você fala! Eu estava prestes a começar aula de sinais - ela falou com um sorriso no rosto, enquanto me encarava, eu apenas acenei com cabeça e soltei uma risada baixa. Eu nunca tinha passado um dia como aquele, só nós três comendo besteira sem culpa, elas conversando enquanto eu observava e ria eventualmente. Nesse dia eu descobri o que era felicidade. A noite veio rapidamente, e levou Maria com ela para sua casa, no entanto eu decidi segurar aquele sentimento e dormir na casa de Esther. Eu estava com medo, as noites não eram meus momentos mais fáceis, ainda sim eu queria pelo menos uma vez na minha vida falar que eu fui verdadeiramente feliz. Nós comemos e assistimos um filme, e por fim Esther quis ir até o seu quintal. Enquanto observamos o céu, uma tristeza desceu sobre mim, não era a tristeza que eu estava acostumada, mas sim uma saudade antecipada do sentimento que preenchia meu coração, eu queria poder congelar esse momento, mas ele escorregava aos poucos pelos os meus dedos. - Eu sei que minha vida parece perfeita, mas às vezes eu me pergunto se eu mereço isso, sabe? Eu nem sei se eu sou uma boa pessoa, alguém me ama? - Isso me pegou de surpresa, porque pra mim não existia uma versão dela que não fosse amável, para mim ela era tudo que existia de amável no mundo. - Eu te amo - eu sussurrei e peguei sua mão na minha, enquanto as palavras caíam sobre ela, eu decidi que era amar ela o que me fazia uma pouco mais próxima da luz. Se ela era tudo de amável no mundo e se eu era a única que a amava, então eu também era mesmo que só um pouco. Certos momentos ficam marcados na sua memória, eles não sempre fazem sentido, mas são esses pequenos momentos que te trazem de volta, quando o oceano tenta te puxar e te afundar, essa noite foi um desses momentos. Nada grande aconteceu, nada especial, eu não virei uma pessoa diferente, ainda sim eu nunca esqueceria o cheiro de grama molhado e calor dos dedos dela entre os meus, se isso era felicidade eu nunca mais queria largar-lá.
aqui vc encontra tudo que eu já escrevi, até agora
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2020.11.26 23:00 BlindEyeBill724 A Epistemologia da Essência, tradução de um ensaio de Tuomas E. Tahko Parte I

A Epistemologia da Essência, tradução de um ensaio de Tuomas E. Tahko Parte I

Published in Alexander Carruth, S. C. Gibb & John Heil (eds.), Ontology, Modality, Mind:
Themes from the Metaphysics of E. J. Lowe. Oxford: Oxford University Press, pp. 93-110
(2018)
RESUMO A epistemologia da essência é um tema que tem recebido relativamente pouca atenção, embora haja sinais de que isso está mudando. A falta de literatura envolvida diretamente com o tópico é provavelmente em parte devido ao mistério em torno da noção de essência em si, e em parte devido à simples dificuldade de desenvolver uma epistemologia plausível. A necessidade de tal conta é clara especialmente para aqueles, como E.J. Lowe, que estão comprometidos com uma concepção amplamente aristotélica de essência, na qual a essência desempenha um importante papel teórico. Neste capítulo, nosso acesso epistêmico à essência é examinado em termos da distinção a posteriori vs. a priori. Os dois relatos principais a serem contrastados são os de David S. Oderberg e E.J. Lowe.
  1. Definindo a noção de essência
A noção de essência é notoriamente misteriosa: os filósofos parecem usá-la em uma série de sentidos diferentes, e mesmo que usem a noção no mesmo sentido, muitas vezes não é muito claro qual é esse sentido. Ao mesmo tempo, as essências, quando são invocadas, geralmente são consideradas
como de grande poder explicativo: os tipos naturais podem ser identificados em termos de suas essências, a modalidade metafísica pode ser reduzida à essência, os poderes causais de várias entidades podem ser explicado com a ajuda de essências, e assim por diante. A seguir, tentarei primeiro oferecer uma definição de trabalho da noção e, em seguida, apresentará as opções disponíveis em relação ao epistemologia da essência. Seguindo essas observações introdutórias, irei proceder à análise do opções.
Como E.J. Lowe frequentemente afirma, talvez a coisa mais próxima de uma definição de essência que nós podemos ter normalmente hoje é a frase familiar de Locke: "o próprio ser de qualquer coisa, pelo qual é o que é '(1975: III, III, §15). Mas esta frase não é particularmente informativa. O que exatamente é 'o próprio ser 'de uma coisa, e como podemos conhecer' o próprio ser 'das coisas? Locke ele próprio considerava as essências reais (em oposição às essências meramente nominais) como incognoscíveis para nós, mas na metafísica contemporânea, uma interpretação modal da essência devido ao trabalho de Kripke e Putnam têm sido o padrão. Na tradição do "essencialismo Kripke-Putnam", essências são explicadas em termos de modalidade de re [ da coisa mesma, de re, latim]: uma atribuição de necessidade a uma proposição é de dicto [do dito, de dicto, latim], mas quando atribuímos necessidade a um objeto, estamos lidando com necessidade de re, e, portanto, essência. Outra característica da tradição Kripke-Putnam é que é comumente pensado que a ciência descobre essências; isto é, as essências são descobertas (pelo menos na maior parte) a posteriori, empiricamente. O aparente problema com esta abordagem é que "pouco ou nada se sabe sobre como ou por que os objetos têm suas propriedades modais de re", como diz L.A. Paul (2006: 335). Consequentemente, o problema epistêmico foi meramente adiado. Este é certamente um problema premente, pelo menos para aqueles que consideram primitiva a posse de propriedades modais de re.
Antes de prosseguirmos, deve ficar claro que o entendimento da essência a ser adotado neste artigo não é o familiar da tradição de Kripke-Putnam, que representa o que podemos chamar de visão 'modalista' da essência: um objeto tem uma propriedade essencialmente se e somente se a possui necessariamente. A abordagem alternativa, amplamente aristotélica, foi popularizada por Kit Fine (1994, 1995a, 1995b) e E.J. Lowe (por exemplo, 2006, 2007, 2008a, 2011a). Outros proponentes contemporâneos de uma concepção amplamente aristotélica de essência incluem, por exemplo, David S. Oderberg (2007, 2011) e Kathrin Koslicki (por exemplo, 2012) .Esta visão amplamente aristotélica da essência - que não pretendo ser inteiramente fiel a Aristóteles - sugere que nem todas as verdades necessárias sobre uma determinada entidade x são verdades essenciais sobre x, mas todas as verdades necessárias são verdadeiras em virtude de (ou, pode-se dizer, fundamentadas em) verdades essenciais (sobre uma entidade ou outra). Isso implica que as verdades essenciais sobre x são um subconjunto apropriado das verdades necessárias sobre x, mas mesmo aquelas verdades necessárias sobre x que não são verdades essenciais sobre x são, não obstante, verdades essenciais sobre uma entidade ou outra. Portanto, de acordo com essa visão, a essência é ontologicamente anterior à modalidade no sentido de que as verdades essenciais são mais fundamentais do que as verdades modais. Nesta visão, não devemos reduzir a essência a propriedades restritivas.
Lowe às vezes se refere à sua própria visão amplamente aristotélica da essência como "essencialismo sério" (por exemplo, Lowe 2013: 144). Mas, como vimos, Lowe na verdade se inspira em Locke, sugerindo simplesmente que a essência de x é apenas a própria identidade de x. Além disso, é importante para Lowe que as essências não sejam em si entidades adicionais (em contraste com Locke). Visto que ele considera que todas as entidades têm uma essência, pareceria haver uma ameaça de regressão infinita se as próprias essências fossem entidades. Na verdade, por que pensaríamos que a identidade de uma coisa seria ela mesma uma entidade? Mais precisamente, a concepção de essência em questão sugere que, uma vez que conhecemos as condições de identidade e existência de uma entidade, conhecemos sua essência; podemos expressar essa essência em termos de um conjunto dessas condições de identidade e existência, ou em termos de uma proposição que lista essas condições, mas a essência em si não é um conjunto ou uma proposição. Acredito que isso se aproxime da visão de Lowe sobre o assunto, mas as coisas são um pouco menos claras com outras versões aristotélicas de essencialismo, como a de Kit Fine, que às vezes escreve como se as próprias essências fossem proposições: 'podemos identificar o ser ou a essência de x com a coleção de proposições que são verdadeiras em virtude de sua identidade’ Fine 1995c: 275). Deixarei essa questão de lado, por mais interessante que seja - no que se segue, presume-se que as essências não são entidades em si mesmas.
Finalmente, a distinção entre essências gerais e individuais deve ser mencionada; ou em outras palavras, a distinção entre essências de tipo ​​e essências particulares. Esta é uma distinção importante para Lowe (2013: 145), embora pessoalmente eu seja um tanto cético quanto às essências individuais, como a essência de um gato individual. Essências gerais, como a essência do tipo 'gato', serão meu foco principal - embora possa haver razões para ser cético sobre algumas essências gerais também, como as de espécies biológicas. Deixo isso passar por enquanto. No entanto, as essências gerais são um pouco menos controversas do que as essências individuais. De fato, em um artigo clássico, Baruch Brody (1973) considera uma vantagem do "essencialismo aristotélico" que conecta a essencialidade com o que é ser um tipo natural. Conclui-se que essências de objetos artificiais, como mesas e cadeiras, também estão entre os casos mais controversos - omitirei amplamente a discussão deles.
Normalmente, pensamos em nosso acesso epistêmico à essência (e também à modalidade) em termos da distinção a priori vs. a posteriori, embora deva notar imediatamente que considero essa distinção um tanto vaga. Também deve ser observado que, embora essência e modalidade estão indubitavelmente ligadas de uma forma importante, o pressuposto inicial deste artigo é, seguindo Lowe, que a essência é ontológica e epistemicamente anterior à modalidade. A seguir, examinarei as rotas a priori e a posteriori para o conhecimento essencialista, antes de concluir com uma breve discussão de uma visão híbrida, onde cada método é reconhecido. Atualmente, estou mais interessado em mapear nossas opções em relação à epistemologia da essência, bem como em esclarecer a visão de Lowe, em vez de defender uma posição particular. Outro ponto preliminar digno de nota é que em minha análise, primeiro explorarei a possibilidade de uma visão unitária da epistemologia da essência, embora eu tenha dúvidas de que nosso acesso epistêmico à essência seja sempre pelo mesmo caminho (o que leva à visão híbrida ). No entanto, por uma questão de parcimônia, uma conta unitária seria preferível, portanto, acho que as contas híbridas devem ser consideradas apenas se todas as contas unitárias falharem.
  1. Acesso epistêmico à essência
Dado que a essência é entendida como sendo ontologicamente anterior à modalidade, pode, pelo menos inicialmente, parecer mais promissor dar uma explicação da epistemologia da essência independentemente da epistemologia da modalidade. Isso implicaria que a epistemologia da modalidade é um caso especial da epistemologia da essência. Portanto, se pudéssemos dar uma explicação plausível da epistemologia da essência, também teríamos o início de uma explicação da epistemologia da modalidade. Embora as defesas explícitas dessa ideia sejam relativamente raras, parece que esse é um caminho popular para os essencialistas contemporâneos. No entanto, certamente há menos acordo sobre se nosso conhecimento da essência é a priori ou a posteriori. Irei considerar cada opção.
2.1 Acesso a posteriori à essência
Uma das supostas vantagens do essencialismo de Kripke-Putnam é que nosso conhecimento da essência, ou propriedades essenciais, pode ser rastreado até o conhecimento científico de uma maneira aparentemente direta. Na verdade, muitos essencialistas contemporâneos continuam a apoiar esse tipo de abordagem; é familiar com a literatura sobre essencialismo "científico" ou "disposicional" (por exemplo, Ellis 2001, Bird 2007a). No entanto, uma vez que a concepção de essência tida como certa em grande parte desta literatura é que a essência se reduz à modalidade (ao invés do contrário), não é óbvio que o essencialismo científico seja capaz de nos dar uma explicação suficientemente refinada da epistemologia da essência entendida de uma maneira amplamente aristotélica. Uma convicção típica do essencialista científico é que as leis da natureza são metafisicamente necessárias, caso em que nosso conhecimento das leis da natureza é uma rota direta para o conhecimento modal substancial, com a ciência empírica desempenhando um papel fundamental. Mas, embora essa concepção possa ter alguma semelhança com o essencialismo aristotélico, ela negligencia uma característica-chave da ontologia aristotélica da essência, ou seja, que a essência é ontologicamente anterior à modalidade.
Podemos construir sobre o trabalho de essencialistas científicos enquanto adotamos a ontologia aristotélica da essência? O essencialismo de Oderberg é talvez a tentativa mais interessante nisso. No entanto, Oderberg (2007: 13) pensa, ao contrário de algumas versões da linha Kripke-Putnam e do essencialismo científico, que descobrir as essências não é apenas o trabalho de cientistas. Ele, no entanto, insistiria que o essencialismo é uma posição falibilista, isto é, nosso conhecimento da essência está sujeito a revisão (ibid., 48). Crucial para esta linha de pensamento é que embora os cientistas desempenham um papel importante na descoberta das essências, não podemos simplesmente contar com especialistas para explicar a epistemologia da essência. Oderberg (ibid., 13) argumenta, como Lowe, que todos podem ter conhecimento das essências. Em primeiro lugar, é tarefa do metafísico explicar a essência, mas o conhecimento científico é indispensável para essa tarefa. Portanto, o essencialismo de Oderberg é do tipo a posteriori - e provavelmente o melhor exemplo dessa abordagem combinada com uma ontologia aristotélica da essência. Vou dedicar o resto da seção 2.1 a uma discussão sobre a posição de Oderberg.
2.1.1 O essencialismo de Oderberg
Oderberg insiste que nenhum teste empírico direto poderia nos permitir descobrir essências, mesmo que as essências sejam rastreadas pelas ciências empíricas - o relato é falibilista. Também parece claro que Oderberg sustenta que a essência é epistemicamente anterior à modalidade. Em particular, é importante para Oderberg que a essência de um objeto não seja apenas um feixe de propriedades essenciais desse objeto. Sua principal razão para resistir a este tipo de 'teoria do pacote' é o que ele chama de 'o problema da unidade', ou seja, deve haver algo para manter um pacote de propriedades essenciais juntas, a fim de garantir que, digamos, as propriedades essenciais de um dado tipos são sempre apresentados nos membros desse tipo (Oderberg 2011: 90). O problema da unidade, às vezes também chamado de "o problema das essências complexas" (Dumsday 2010), acabará por ser de grande importância para a epistemologia da essência. Na verdade, o problema remonta ao problema aristotélico da propriedade. Aqui está uma passagem de Oderberg com um exemplo relevante:
“Ter capacidade para o humor é uma propriedade [...] essencial do ser humano, e nesse sentido podemos dizer que decorre da essência do ser humano ter capacidade para o humor. Mas a essência do ser humano é ser um animal racional, e os humanos têm capacidade para o humor apenas porque são animais racionais. (Oderberg 2007: 49.)”
Isso parece correto na medida em que precisamos distinguir entre a essência de uma entidade e o que essa essência pode acarretar (ignorando quaisquer problemas com este exemplo particular). Mas eu não considero o termo "decorre" ideal. É uma noção histórica, usada por Locke, que Oderberg adota na discussão contemporânea por falta de uma noção melhor. A noção de “decorrência” [em inglês o autor usa flow] simplesmente sugere que as propriedades essenciais de uma entidade são logicamente implicadas pela essência dessa entidade? Se for este o caso, então uma distinção que Fine (1995b: 56-58) traça entre essência constitutiva e consequencial pode ser relevante aqui: uma propriedade é uma parte constitutiva da essência de um determinado objeto se for "diretamente definitiva" do objeto, e meramente consequencial se for tido em virtude de ser uma consequência lógica de alguma propriedade essencial "mais básica" do objeto. No entanto, as propriedades essenciais "básicas" dos objetos envolvem todos os tipos de coisas e nem todas parecem propriedades essenciais muito plausíveis, por exemplo, as propriedades essenciais constitutivas dos humanos acarretam qualquer disjunção de uma propriedade essencial e não essencial dos humanos, como humanos com capacidade de humor ou de voar. Oderberg está determinado a resolver o problema, mas não em termos de envolvimento [entailment]. Em vez disso, ele dá uma definição mais rigorosa de "decorrência" [flow]: um conjunto de propriedades dos objetos pertencentes a um determinado tipo com uma essência particular são causados ​​por e se originam na forma desse tipo (Oderberg 2011: 99-103). A ideia é que a forma - uma noção central para o essencialismo hilomórfico aristotélico (que Oderberg está desenvolvendo) - fornece a essência e, portanto, as propriedades que "decorrem" dela.
Pelo que entendi, então, "decorrência" diz respeito à dependência entre um conjunto de propriedades essenciais e a essência da qual fazem parte. Uma preocupação com essa solução é que nos parece impossível distinguir, epistemicamente, entre a própria essência e uma propriedade essencial que "decorre" da essência. Por exemplo, se estamos procurando a essência da água, podemos apontar uma série de propriedades que parecem essenciais, mas não o são. Um exemplo pode ser a difração de ondas de água. A difração, a curvatura das ondas em torno de obstáculos, é uma característica de qualquer onda, mas é claro que só será aparente quando tivermos um corpo de água em vez de apenas uma molécula de água. Então, a difração é uma propriedade da molécula de água ou algo que simplesmente flui da essência da água? Pode-se pensar que a solução para esse problema - como distinguir propriedades essenciais de meras propriedades de propriedades que fluem da essência - poderia ser abordada da mesma maneira que podemos distinguir propriedades essenciais de propriedades meramente acidentais. Oderberg está ciente desse tipo de desafio e tenta resolver cada uma dessas questões.
Em relação ao problema das propriedades essenciais genuínas e meros acidentes, Oderberg sugere que podemos usar nossa razão e bom senso para determinar quando uma determinada propriedade é genuína no sentido de que é causado e se origina na essência. Crucial para este processo é considerar se a coisa em questão, digamos, o tipo "água", continuaria a exibir 'As propriedades, funções, operações e comportamento característicos' que normalmente ocorre se uma certa qualidade dele fosse removida (Oderberg 2007: 50–51). Se for esse o caso, então a qualidade em questão não faz parte da essência da coisa. Mas se remover a qualidade causaria "uma perturbação geral ou mudança radical" nas funções ditas da coisa, então faz parte da essência da coisa (ibid.). No entanto, na posição de Oderberg, pode parecer que temos apenas a imaginação em que nos apoiar para determinar se uma dada mudança é do primeiro ou do segundo tipo. Essas questões levam Oderberg a reconhecer uma advertência epistemológica a respeito da essência. Propriedades essenciais, incluindo aquelas que "fluem" da essência, são presumivelmente abertas à pesquisa empírica (dados, recursos técnicos suficientes, etc.). Mas, uma vez que as essências não são meros feixes de propriedades essenciais, precisamos de algo que unifique essas propriedades para chegar à essência - esse papel é desempenhado pela noção aristotélica de forma. É aqui que Oderberg também precisa de uma contribuição a priori, porque ele pensa que a existência de tal unificador só pode ser deduzida por raciocínio metafísico a priori, embora determinar o que é o unificador requeira investigação empírica. Como Oderberg (2011: 97) coloca: “Que o ouro deve ter um princípio de unidade não está dentro do âmbito da observação; que o ouro é um metal cujos constituintes atômicos têm número atômico 79 é '. Isso destaca a importância do problema da unidade: elementos a priori parecem ser inevitáveis ​​para determinar quando uma coleção de propriedades essenciais constitui uma essência.
2.1.2 Elementos a priori no essencialismo a posteriori?
O problema que parece estar surgindo para a rota a posteriori para a essência é que já devemos ter apreendido a essência que estamos procurando antes de podermos identificar as propriedades essenciais que "fluem" dela. Parece que nosso acesso epistêmico à essência é frequentemente fragmentado: nós nos perguntamos se certo tipo de entidade, digamos, certa partícula subatômica, poderia existir. Nós determinamos isso considerando as propriedades essenciais que a partícula teria, se existisse: talvez sua massa etc. Mas, como vimos, parece que podemos apreender uma essência somente depois de adquirirmos conhecimento suficiente sobre as propriedades essenciais associado a essa essência. Ou, dito de outra forma, devemos ter alguma concepção prévia da essência de um objeto antes de podermos reconhecer que ele atua como um unificador para um determinado conjunto de propriedades essenciais.Se, de qualquer modo, precisamos de algo assim, talvez seja melhor para começar por uma explicação que nos leve a ter um acesso a priori à essência desde o princípio?
A resposta de Oderberg a este tipo de preocupação é que tudo o que precisamos saber a priori - pelo menos no caso de tipos naturais em oposição a objetos matemáticos abstratos - é que um determinado tipo, digamos, uma partícula subatômica, tem uma essência, não o que essa essência é.Além disso, podemos saber que uma determinada propriedade (como a massa, talvez), é um bom candidato para uma propriedade essencial de um determinado tipo por causa de coisas como universalidade no tipo, a maneira como caracteriza o tipo, e a dificuldade ou impossibilidade de remover essa propriedade de membros aleatórios do tipo. Parece-me que essas são todas boas maneiras de identificar propriedades que podem fazer parte de uma ou outra essência, mas isso pode não remover o cerne da dificuldade. Para saber a que tipo uma determinada propriedade essencial está associada, algum conhecimento prévio sobre a essência desse tipo parece ser necessário. Considere o bóson de Higgs, que foi finalmente descoberto em 2012. Esta descoberta foi altamente antecipada e os físicos tinham uma ideia muito boa sobre a faixa de massa do Higgs previsto, bem como seu papel no Modelo Padrão da física de partículas bem antes da descoberta . Mas como os físicos sabiam que a massa observada do bóson de Higgs, agora confirmada estar na faixa de 125,09 ± 0,24 GeV / c, é realmente parte da essência do tipo de Higgs, ao invés de, digamos, uma característica emergente de algum tipo natural ainda para ser descoberto? Se fosse descoberto que os dados do Grande Colisor de Hádrons não são atribuíveis ao bóson de Higgs, mas sim a alguma característica emergente de um outro tipo de coisa, então não poderia nem mesmo ter descoberto que todos os dados eram devidos a algumas propriedades meramente acidentais desse outro tipo de coisa?
Talvez tudo isso seja algo que o essencialista a posteriori possa abordar com o falibilismo embutido no posicionamento, mas um amigo da abordagem a priori pode continuar a empurrar, pela importância da tarefa a priori de unificar as propriedades essenciais, que tudo já parece pressupor uma compreensão de que tipo de coisa estamos lidando. Se só for possível fazer uma análise sobre o que caracteriza um determinado tipo depois de termos pelo menos uma compreensão parcial do que é esse tipo, isto é, da essência do tipo, então devemos considerar a possibilidade de adquirir este tipo de conhecimento a priori sobre essências. Vamos agora ver como essa abordagem funciona.
2.2 Acesso a priori à essência
O desafio óbvio enfrentado por qualquer explicação da epistemologia da essência que postula o acesso direto a priori à essência é que a faculdade cognitiva que permite esse acesso epistêmico exige uma explicação. Pode haver a tentação de considerar esse acesso epistêmico primitivo. Não considero essa uma boa estratégia, mas existem muito poucas tentativas na literatura de fornecer uma explicação melhor. No entanto, as deficiências do essencialismo tradicional de Kripke-Putnam levaram alguns filósofos a se moverem em direção ao essencialismo a priori, apesar do desafio epistêmico. Talvez um argumento negativo seja o melhor argumento que possamos ter? Lowe frequentemente motiva sua visão por meio de tais argumentos negativos (por exemplo, 2007, 2008a, 2008b, 2013), voltados para o essencialismo a posteriori do tipo Kripke-Putnam de gente como Alexander Bird. 15 Lowe argumenta que, uma vez que o padrão de inferência de Kripke-Putnam usado para deduzir o conhecimento de essências individuais é suspeito, talvez todas as verdades essenciais sejam a priori. Mas também devemos ser capazes de dizer algo positivo. Observe também que o próprio Lowe exclui explicitamente a concebibilidade e as intuições (por exemplo, Lowe 2014) como uma rota potencial a priori para o conhecimento da essência. A seguir, vou reconstruir o essencialismo a priori de Lowe e propor algumas maneiras de desenvolvê-lo ainda mais.
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2020.11.26 18:52 Berilaybow O que vocês acham do Boulos na prefeitura de São Paulo? Ele entregaria uma São Paulo melhor ou pior?

Eu dei uma lida no plano de governo dele e do Covas. O do Covas embroma demais enquanto o Guilherme pontua bem mais suas intenções. O problema é que tenho pouquíssimo conhecimento no assunto, nem de longe consigo dizer se pode funcionar ou não.
Depois disso fui atrás de umas fontes externas - vou dar como exemplo o do twitter: Recentemente o Boulos twittou o seguinte:
Berlim congela preço dos aluguéis por 5 anos contra a especulação imobiliária. Exemplo de como em São Paulo e no Brasil se poderia garantir o direito à moradia e combater a desigualdade urbana.
https://mobile.twitter.com/GuilhermeBoulos/status/1225029254854971392
E aí veio isso:
Após o congelamento dos aluguéis em Berlim em fev/2020, caiu 41% da oferta de aptos para aluguel (em uma cidade onde ~80% da população aluga). A demanda subiu 172% e muitos proprietários deixaram aptos vazios em busca de oportunidades melhores.
https://mobile.twitter.com/caosplanejado/status/1330862610477101057
Alguns textos desses mesmos caras para complementar o assunto:
https://caosplanejado.com/voce-sabe-o-que-e-especulacao-imobiliaria/
https://caosplanejado.com/entenda-a-crise-habitacional-de-berlim/
Enfim, eu ia perguntar só sobre a questão do Tweet, mas achei melhor perguntar sobre tudo logo haha.
Eu tbm aceito defesa do Covas, no problem :)
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2020.11.26 14:37 Valeyard1 Estou cansado do meu emprego

Contando um pouco da minha história aqui, em 2017 entrei na faculdade com 17 anos. No meu 3º (11/2018) período consegui uma vaga de estágio em uma empresa muito boa, que deixa conciliar os estudos e o trabalho, pois meu curso é integral e o trabalho também é de dia (sim, meu horário é uma zona). Fiquei 1 ano como estagiário, foi o ano que mais aprendi coisas novas, conheci pessoas muito legais e que me ensinaram muito sobre a vida, até porque com mízeros 17 anos eu era muito inexperiente com tudo (e, sinceramente, ainda sou). Mas também houve uma consequência, eu não parava de estudar, saia de casa 7h, pegava metade do horário do almoço pra ir à academia, e chegava em casa às 19h, jantava, tomava banho e ia pro quarto estudar até as 01/02 da manhã, tanto para o trabalho quanto pra faculdade. No fim de semana também não parava de estudar, ficava mais tempo ainda. E além disso tudo, ainda faço plantão, caso dê algum problema em horário não comercial, o pessoal da firma me liga pra eu resolver, não importa o que estou fazendo nem onde eu esteja, eu tinha que resolver. Isso me impossibilitava de fazer certas coisas, como sair pra festas, etc., pois eu tinha que estar disponível caso ocorresse algum problema. Era assim todo dia durante o ano todo.

Sempre achei que eu aguentaria essa rotina durante minha faculdade toda, mas é claro que não. Chegou uma hora que cansei, não estava com vontade de fazer mais nada. E foi nessa época (11/2019) que fui contratado (junior), pra piorar, pois eu teria que trabalhar por mais horas e seria mais cobrado. Nesse tempo, na faculdade, eu reprovava em praticamente 70% das matérias que eu fazia, pois quando sobrava um tempo pra estudar, eu não tinha ânimo nenhum.

Dois meses depois de ser contratado pra junior, fui promovido pra pleno, com 20 anos, no meu 6º período de faculdade, mas parecia que estava no 3º de tanta matéria que reprovei por conta do trabalho (faço federal, graças a deus não tenho que pagar diretamente a faculdade).

Agora, ainda pleno, no meu 7º período parecendo o 4º, tentando aguentar tudo isso há mais de 2 anos (sim, é pouco tempo, mas pra mim não foi), tem dia que finjo estar trabalhando e vou jogar algum jogo, tem matéria da faculdade que já desisto de primeira se vejo que vai dar muito trabalho, as matérias que passo eu dependo de alguém que fez junto comigo, porque as aulas eu não tenho mais vontade de ver, quando preciso ver tem vezes que até durmo na cadeira.

Sinceramente não estou aguentando mais, sinto falta do meu tempo livre de faculdade, quando ficava em casa sem fazer nada, quando minha maior preocupação era se eu tinha lembrado de trancar o portão de casa. Dizem que TI paga bem, eu concordo, a média salarial é maior que os outros empregos, mas tem que ser mesmo pra compensar a saúde mental.

Ao menos consegui juntar um bom dinheiro nisso tudo.
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2020.11.26 06:18 LukeMakki77 Totalmente sem saber o que fazer...

Bom, vamos lá
Namorei uma menina por 1 ano e 7 meses, terminamos na sexta-feira da semana passada (contra minha vontade, pois ainda gosto dela). Ela se dizia desgastada da relação após alguns leves desentendimentos entre nós e disse não estar mais interessada em mim. Essas palavras me machuram muito, pois eu sempre gostei muito dela, apesar de todos nossos problemas. Ela tem problemas de saúde, como depressão e ansiedade.
Nosso término ocorreu de forma até pacífica, em uma chamada de voz. Nessa chamada, ficamos longas horas conversando sobre o andamento da relação. Eu me dispus a resolver todos os problemas e tentar de tudo pra manter aquela relação... Mas como dito acima, ela me disse preferir que ambos seguissem seus próprios caminhos e vidas...
Nós sempre fomos muito próximos, nosso relacionamento surgiu através de uma profunda amizade no ensino médio e com o tempo nos apaixonamos. Nossa relação sempre foi muito tranquila, até que começou a pandemia...
Com a pandemia, não pudemos mais nos ver com tanta frequência, nossa solução foi encontrar algo para fazermos juntos a distância (inclusive nisso, descobri uma nova paixão, chamada League of Legends). Nós jogavamos todos os dias.
Porém,sentindo a ausência um do outro, nossa relação foi ficando mais superficial e menos emotiva. A gente se via eventualmente, mas já não era como antes...
Essa questão toda da distância e isolamento de tudo nos gerou diversos problemas, comecei a ter graves crises de ansiedade. Me tornei uma pessoa muito impulsiva. Inclusive, acabava sendo grosso excessivamente com ela, várias vezes, mesmo sem a intenção.
Isso foi desgastando a relação, mas não somente isso.
Ela foi criando novas amizades no jogo e já não passava mais aquele tempo todo longe de mim comigo. Ela, como já dito, tem problemas de ansiedade e depressão também.
Somando tudo isso, chegamos a uma situação onde a relação estava bem sobrecarregada.
Eu decidi procurar ajuda profissional e tem sido maravilhoso!
Todavia, os problemas do lado dela ainda não se resolviam e isso foi pesando, até que chegou sexta feira e terminamos o namoro (a pedido dela).
Passaram-se já alguns dias, busquei me manter bem ativo, mudei os móveis da minha casa de lugar, procurei trabalhos e cursos pra fazer e me aproximei de amigos do passado que me afastei. (Inclusive, me aproximei de uma amiga a qual já fui bastante apaixonado no ensino médio, antes da minha ex-namorada). Conversei com tudo isso sobre minha psicóloga e ela me deu total apoio e me disse estar lidando de forma bastante correta nessa situação, apesar de toda essa dor que eu sinto por dentro, afinal, ainda gosto dela.
Quarta-feira dia 25, minha ex pede urgentemente para que conversemos.
Decidi que não havia problemas e combinamos de eu ir amanhã na casa dela para buscar coisas minhas que estão lá, porém ela se sentiu incomodada, apesar de aceitar isso.
Todavia, ela pediu pra conversarmos no momento imediato via chamada. Eu aceito sem problemas.
Ela me liga chorando, dizendo que se arrependeu de tudo que me disse, que era mentira, que ela gosta sim e mim e me quer de volta. Ainda nas palavras dela "eu quero que tu cuide de mim".
Eu fiquei sem reação, eu prefiri optar por passar confiança a ela do que dar uma falsa esperança de que voltaríamos... Vou explicar:
Ela cogitou suicídio com toda essa situação...
Eu resolvi passar confiança pra ela em si mesma (o que eu tenho feito comigo)
Eu dei todas as qualidades dela, relembrei bons momentos da nossa relação e fiz com que ela se sentisse especial. Mesmo assim, não disse que ficaria com ela.
Eu admiti pra ela, estou com saudades, eu quero poder dizer que quero ficar com ela.
Mas ela magoou muito meus sentimentos e me machucou muito a forma como ela lidou inicialmente com isso.
Mas eu ainda gosto dela...
Só que eu tenho receio, ela pode estar pedindo por mim agora, mas na verdade ela só uma companhia pro momento difícil, e não por realmente me amar...
Eu aconselhei ela a buscar tratamento com um profissional e ela vai, além do mais, dei conselhos a ela sobre como ela pode superar essa "escuridão" toda que tem passado.
Eu do fundo do meu coração, desejo toda a felicidade e sucesso do mundo pra ela, mas não sei se eu sou o cara capaz disso, e com certeza eu não quero namora-la por pena.
Eu quero namorada por saber que eu a amo e ELA ELA AMA A MIM.
Mas como a saúde mental dela tá instável, não acredito que ela seja capaz de definir um sentimento por mim...
Amanhã vou na casa dela para buscar minhas coisas e ajudar ela em serviços na casa (só pra dar um ânimo)
Mas eu tenho medo de recair, estou indeciso
Eu a amo, mas não sei se devo amar
Não sei se eu realmente devo me sujeitar a esse relacionamento assim.
Estou sem saber o que fazer.
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2020.11.26 05:26 Present-Reputation70 Devaneio excessivo (maladaptive daydreaming)

Gente, faz pouco mais de 1 ano que eu descobri que tenho isso, e mais de 10 anos vivendo esse problema. Porém só fui prestar atenção no incômodo que era depois que as coisas começaram a ficar dificeis na parte profissional da minha vida, tipo escola. Eu vi que perdia muito tempo devaneando e isso estava atrapalhando o meu desempenho, eu ficava até de madrugada, as vezes sem dormir no dia de alguma prova, estudando todo o conteúdo que não havia me dedicado meses antes.
Quando entrei no ensino médio eu estava focada, tendo esses devaneios, que começaram a me prejudicar, mas não da forma como agora. Tenho pesadelos sempre, já havia procurado a psicóloga da escola pra resolver a parte acadêmica e não adiantou... A real é que eu tô cada vez mais fraca, cada vez mais dependente de devanear, é como se fosse uma droga, porque literalmente, sem nenhuma substância química (Fora as reações naturais que já ocorrem no nosso organismo é claro), eu vou para outra dimensão e tudo é um gatilho: música, filme, série... não consigo ver nem ouvir nada sem ser pausadamente. Eu paro no meio, só para fugir, de TUDO, DE NOVO.
Enquanto eu devaneio pareço um zumbi no meu quarto, no auge da euforia pulo até na cama, gesticulo como nos sonhos, é muito estranho...
Eu me imagino sendo outra pessoa, uma versão melhor de mim, adulta, com outro corpo, outro rosto, outro cabelo, mais madura, bem sucedida, com um marido gato. Geralmente as caracteristicas físicas das pessoas envolvidas, são gente famosa, só que eu acabo colocando outro nome nelas... btw, é como se eu fosse um narrador onisciente desse mundo paralelo, eu sou TODOS os personagens... inclusive meu filho, eu sonho que ele seja um menino famoso, cantor, guitarrista, bonito, etc., no caso, por exemplo, ele tem o físico de um cara que tinha visto no Subway nas vésperas de Natal de 2013. Nessa época acho que ele tinha uns 18 e eu uma criança, eu tava com meu irmão e os amigos dele, e esse carinha tirou uma foto nossa na mesa. Acho que ele era riquinho tb. Até a fisionomia de um amigo dele tá nos meus pensamentos tb. Só sei que ele era lindo: olhos verdes, cabelo castanho claro, óculos alargador, e camiseta branca. O amigo dele era negro, tinha aquele brinco de "diamante", pique alexandre Pires do pagode, e usava boné. Enfim... ver rostos de adolescentes famosinhos no Instagram me deixou um pouco doente também, pq todos que eu sigam tambem estão nos meus sonhos, ou eles desempenham o papel de algum filho meu, ou são amigos do meu filho, anyways... só que depende de cada fase da minha vida, ou então cada mês, eu mudo as pessoas, o marido, os filhos, os amigos, etc.
Eu escuto muita musica internacional desde pequena, meu inglês seria muito melhor se desde aquela época eu tentasse aprender o vocabulário ao invés de só devanear. Mas uns tempos atrás, passei a dar mais atenção à isso. Desde os meus 11 anos que colocava num caderninho uma rotina de estudos com inglês, mas nunca consegui concretizar, os devaneios me mataram por dentro, gastaram o bem mais precioso que eu tinha: tempo. Porém, agora eu tô feliz porque tô aprendendo mais, conseguindo ler, entender as coisas... em alguns episódios quando era mais nova, lembrava de devanear em um apartamento, em outro país, usando roupas chiques, no trabalho, mexendo no computador, viagens de férias... talvez esse seja meu propósito.
No começo do ano eu havia viajado para a casa dos meus avós, eu fiquei bem lá com os meus primos, devaneava só antes de dormir. E meu celular tava quebrado, então não conseguia mexer nele direito, fora que a internet lá era uma merd*. Então, chegando em casa, quando acabou essas ferias, eu fiz um mapa mental do que eu queria conquistar esse ano: seria um ano bom de estudos, eu queria aumentar meu contato com deus e tudo mais...
Nos primeiros meses estava seguindo esses projetos, a maioria deles, mesmo com os devaneios, e depois da pandemia não consegui mais, porque não tinha ccompromissos envolvendo outros ambientes, ficar em casa me dá gatilhos para agravar esse meu problema psicológico, escutando música alta o dia todo, dispersa, e por ora, perdendo tardes dormindo e madrugadas acordada, fazendo o tempo escorrer como água... nisso está acabando o ano, e eu literalmente não fiz nada de útil além de dormir. Uma única coisa eu consegui: pesquisei algo que talvez possa ser uma ocupação pra minha vida, algo que eu queria como carreira. Mas esses devaneios não me deixam prosseguir, realizar, aproveitar a jornada.
Eu tô ficando louca, doente mental, nunca pensei que diria isso, quando eu caio na realidade me vem um desejo súbito de chorar, de desespero, de sair correndo, de fugir. Se eu pudesse colocar uma trilha sonora agora, colocaria "tempo perdido" de Legião Urbana, e "Tell Them" do James Blake.
Eu tô exausta, preciso de Deus pra seguir, preciso abraçar a realidade, só isso. TÁ FODA VIVER AQUI NA MINHA MENTE, eu não desejo isso à ninguém.
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2020.11.26 01:41 Designer_Drawing Você conhece MoneyGuru?

O que é MoneyGuru?
Por meio de extenuantes horas de pesquisa, posso dizer que o MoneyGuru é um " recebedor de pagamento". Se você não sabe o que é um GPT, não sei onde você esteve. Mas basicamente, você é pago para fazer as coisas. Bastante autoexplicativo. Você é pago para compartilhar e espalhar sua influência e para realizar tarefas. Você é pago para revisar anúncios. Trabalho muito simples aqui.
Como afirmei anteriormente, MoneyGuru é uma rede de afiliados. Basicamente, o que eles fazem é dar a você uma certa quantia de dinheiro para cada pessoa que você convida para seu site e também para qualquer pessoa que clicar em seu link.
A forma como funciona é que basicamente você ajuda a trazer tráfego da web para seu site, o que chama a atenção dos anunciantes. Eles pagam com base na atenção que você lhes deu.
Além disso, o MoneyGuru permite outra maneira de ganhar dinheiro, você pode ganhar dinheiro completando tarefas e ofertas, como pesquisas rápidas de 2 minutos. Para cada tarefa que você completa, você é pago de acordo. Parece bom demais para ser verdade, mas analisaremos mais a fundo.
MoneyGuru foi estabelecido há anos, então eles têm um histórico estabelecido no jogo. Eles sabem o que fazer e como fazer com que você seja pago por sua influência. Eles foram estabelecidos em Londres e têm uma página inteira “sobre nós” se você quiser ler mais sobre isso.
MoneyGuru também possui uma página de termos e uma política de privacidade, mostrando sinais de uma empresa real.
Para ser honesto, era cético em relação ao MoneyGuru, com razão. Já fui enganado tantas vezes por sites que afirmam fazer o mesmo que o MoneyGuru. É como um coração partido. Uma vez que você fica com o coração partido, começa a duvidar dos relacionamentos. MoneyGuru restabeleceu minha confiança, e sou eternamente grato por isso. Deixe-me dizer-lhe como.
Como funciona o MoneyGuru?
Fora isso, gostei muito da produção do site deles. Os gráficos são atraentes e se adaptam bem à interface do usuário. Aspectos esteticamente agradáveis ​​permitem fácil navegação e compreensão. Além disso, na página principal, eles têm uma calculadora que você pode usar para estimar quanto vale sua presença nas redes sociais.
Assim que sua página da web é configurada, você pode dizer que eles investiram seu tempo e esforço nisso. É muito bem feito com uma perda de recursos legais nele.
Como se eles tivessem um feed do Twitter ao vivo, o que é muito legal na minha opinião, acho que eles fariam menos esforço se fosse uma farsa.
A Reintegração
Então, basicamente eu encontrei o site e acho que $ 10 foram oferecidos apenas para me cadastrar. Esses $ 10 me deram PTSD, pois sites clones ofereciam o mesmo incentivo. Eu me inscrevi com cautela e, cara, estou feliz por ter feito isso!
MoneyGuru torna muito fácil ganhar dinheiro. Primeiro, você obtém um código de referência exclusivo que envia para qualquer pessoa que você conhece. Como qualquer pessoa. Qualquer pessoa.
Você ganha dinheiro apenas por enviá-lo. Se eles realmente usarem seu link, você receberá mais dinheiro. Enviei aquele código para tantas pessoas que é uma loucura como não fui bloqueado. Então mande isso para seus vizinhos, seus amigos, seus colegas de trabalho e não pare.
Além do código de referência, ao se inscrever, você verá um painel muito legal. Este painel é o seu hub. Ele informa quanto dinheiro você ganhou até agora e também quanto você pode estar ganhando.
O painel também possui tarefas e ofertas que aumentam ainda mais seu estoque. Eu me peguei verificando meu painel enquanto estava no meu trabalho "real" e com muita vontade de sair.
Essas tarefas são extremamente simples, incluindo algumas das quais são apenas pesquisas. Pesquisas. Não sei por que você ainda não se inscreveu.
Se você é uma dessas pessoas excessivamente cautelosas, vou aliviar suas tensões muito rápido. MoneyGuru é um site totalmente legal e honesto.
Empresas e marcas procuram a MoneyGuru em busca de formas de atrair clientela. Os “caminhos” que eles estão abordando somos nós, os influenciadores.
Eles se conectam a nós e usam nossa vasta conexão para encontrar maneiras de promover ou melhorar suas marcas. É por isso que as referências e ofertas são tão lucrativas, já que trazem receita para essas empresas.
Não sei sobre você, mas tenho certeza de que é assim que os negócios funcionam. Você atrai funcionários e os paga por sua ajuda para gerar lucros. Marketing simples.
MoneyGuru tem todos os estabelecimentos para torná-los uma verdadeira rede de afiliados, então não se preocupe. Se ainda não está convencido, basta ler as perguntas frequentes ou os termos (vinculativos) que eles têm em seu site.
Provas de pagamento Além de tudo isso, para provar sua legitimidade além disso, eles nos pagaram com comprovantes de pagamento ali mesmo na primeira página. Essas provas de pagamento são basicamente capturas de tela de clientes felizes e satisfeitos que podem atestar que estão recebendo o pagamento.
Essas provas variam de paypal a cash app e muito mais. É uma loucura que isso seja verdade. Aqui estão as provas que eles fornecem em sua página web.
Estes são apenas alguns dos muitos outros que podem garantir o MoneyGuru e seu processo de pagamento. Eu realmente ganhei com MoneyGuru?
A pergunta de ouro.
Durante meu tempo com MoneyGuru eu realmente aprendi muito. Aprendi que não há limites no que diz respeito ao trabalho árduo e trabalhei tão arduamente como sempre e que valeu a pena.
Na verdade, recebi o pagamento do MoneyGuru. Você também pode me adicionar à lista de muitos outros que o fizeram. Com sorte, se você estiver lendo isso, seja o próximo na lista.
Agora é a hora do melhor momento - hora do dinheiro. MoneyGuru oferece pagamento instantâneo através de muitos meios de comunicação, mas eu apenas uso o PayPal. Se você é da velha escola, há cheques enviados apenas para você. Se você está na nova escola, eles até têm Bitcoin. Sem desculpas agora.
Meu primeiro cheque de pagamento da MoneyGuru era de cerca de US $ 1.500, e isso era de um ponto de vista cauteloso. Se você realmente investiu, pode facilmente ganhar o dobro disso rapidamente.
O que você deve fazer depois de ler este post?
Depois de ler este blog, se eu fosse você, estaria indo para o MoneyGuru neste exato momento. Você deve começar a ganhar algum dinheiro. Neste ponto, você deve estar pronto para querer ganhar dinheiro perdido.
Com MoneyGuru, você tem a chance de tornar o impossível possível. Se você está procurando dinheiro para pagar a entrada do seu carro, inscreva-se no MoneyGuru. Se você precisa pagar seu aluguel, inscreva-se no MoneyGuru. Neste ponto, não deve haver nenhuma razão legítima para você ainda não ser membro do MoneyGuru, agora sou. Quero ganhar mais dinheiro com este site do que já ganhei. MoneyGuru é legítimo.
Conclusão
Vocês podem dizer agora que eu declaro o MoneyGuru legítimo, essa conclusão veio da experiência em primeira mão com o site.
Fiz todas as minhas pesquisas antes e depois que fiz a pesquisa, me inscrevi basicamente como um teste e acabei ganhando muito dinheiro com isso.
Agora estou transformando oficialmente o MoneyGuru em meu negócio lateral. Estou tentando ganhar o máximo possível com essa criação genial de fazer dinheiro.
Agradeça aos criadores do MoneyGuru por realmente cumprirem suas promessas. Muitos desses outros sites acabam roubando seu tempo e dinheiro, pensei, com certeza, o MoneyGuru era um desses sites, mas descobri que não são e sou grato por isso.
Tudo o que posso dizer é que vocês deveriam se inscrever. Agora. É isso aí. O MoneyGuru foi verificado e revelou-se legítimo e todos devemos ganhar dinheiro com este site, vamos aproveitar.
Wendel A Dias
https://ref.moneyguru.co/WendelDias
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2020.11.25 23:58 OEdnaldoPereira Ela não supera o ex e eu não sei mais o que fazer

Introdução Duas semanas atrás uma menina me chamou numa rede social e começamos a conversar, daí um dia depois passei meu número pra ela pra conversar pelo whatsapp, até aí tudo bem. Ela é bonita, gente boa e temos gostos em comum, resumindo me apaixonei por ela.
Ex dela Aí que começa a parte ruim, ela me mandou algumas vezes fotos dela com o ex dela, dizendo que ela amava o jeito que ele a segurava e como eles eram mt fofos junto, depois ela me mandou uma música que ela disse que lembra o ex dela pq eles cantavam junto e tals. Tem mais coisas do ex dela que ela fica falando mas não vou falar aqui porque é bem específico. Resumindo, ela não superou o ex. Mesmo assim a gente marcou de se ver. E o papo com ela é muito bom, só que quando ela lembra do ex dela fica muito chato. Isso que ela sabe que eu estou apaixonado por ela.
O que eu faço? E depois de anteontem, aos poucos ela foi falando cada vez menos comigo, anteontem eu mandei uma msg pra ela antes de dormir e ela não me respondeu, ela mandou um "kkkk" no dia seguinte depois de postar umas coisas no status e no twitter. Eu dormi meio triste mas quando ela respondeu fiquei feliz de novo e tentei conversar com ela dnv. Aí depois desse dia foi exatamente assim: ela respondia de noite, a gente trocava duas msg, ela não respondia antes de dormir, e só respondia no outro dia a noite. Dois dias assim. Hoje ela só mandou um foda-se educado e eu fiquei muito triste pois ela demorou demais pra responder, postou coisa no twitter, aí quando ela responde ela responde isso. Parece que ela nem leu. Falei com uma amiga minha e ela disse pra eu dar um gelo nela e não responder, só que eu a amo muito e não sei se vou conseguir ficar um tempo sem falar com ela. Isso que a gente marcou de sair e vai ser daqui a uns dias. O que eu faço gente?
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2020.11.25 22:59 Hee_Sunny Minha mãe e o Notebook

Juntei dinheiro por meses, até ter dinheiro suficiente para comprar um notebook bom para que eu faça minhas ilustrações digitais, eu desenho por uma mesa digitalizadora e preciso de um notebook pra isso, e como o meu já ta velhinho e capenga (papo de uns seis anos de uso) eu achei que era o momento certo.
Nunca tive tanto dinheiro guardado na vida e nem sei quando vou ter na próxima vez, tenho 19 anos e não trabalho, no momento tô terminando meu curso técnico, porém, minha tia me dá 100 reais todo mês devido a eu ajudá-la com algumas coisas a ver com a facul dela e tal, monto trabalhos, empresto meu PC e etc (eu disse que não precisava, mas enfim, ela quis me dar mesmo assim)
Agora que tenho dinheiro, o celular da minha mãe ficou meio ruim, está prestes a quebrar e ela tá doida por um tablet de chip. Hoje ela me pediu pra comprar pra ela um desses tablets (no caso, eu daria de presente pra ela) porém se eu comprasse não poderia comprar o notebook que tanto quero, e por um lado, eu até compraria afinal meu notebook velho não quebrou ainda, e minha mãe sempre me deu tudo o que pedi pra ela, além disso todo o dinheiro dela, ou boa parte, está indo pra obra dela. Mas tenho medo de não poder mais desenhar (que inclusive é meu único hobbie, faço isso todos os dias,as vezes até o dia inteiro quando estou livre)
Enfim, o que acham sobre isso? Na opinião de vocês, abririam a mão do notebook? Além disso tem meu pai também, não sei se ele sentiria ciúme ou sei lá, afinal eu já dei um celular pra ela quase novo quando comprei o meu, mas nunca dei nada pra ele porque ele nunca pediu
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2020.11.25 20:23 reclamacao Não consegui passar na dinâmica em grupo

Isso aí, não vou conseguir o estágio que queria. Falei tudo certo. Pediram pra dar ideia de como a empresa poderia vender mais e melhorar a logística, dei ideias, concordei com as dos outros e discordei em algum ponto de um pessoa, mas justificando e sendo educada.
Quando me perguntaram pq eu queria trabalhar na empresa, eu meio que fiquei nervosa e minha resposta saiu mais ou menos, esqueci de falar que o ponto principal era o aprendizado, fiz uma piada engraçada no final da apresentação, nada esdrúxulo, e a funcionária riu e achou legal e concordou comigo.
Ela disse que receberiamos um email com feedback até no máximo hoje, pra avançar para o teste psicológico, e já são quase 17 e não recebi, é isso aí.
Fiquei super triste e magoada, precisava desse estágio, era uma puta oportunidade, estou velha e cansada...
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2020.11.25 19:31 Fox_diary ESTOU COLANDO NO EAD, nao me orgulho e nao me arrependo.

minha escola envia atividades e temos que fazer por causa dos pontos. Colo em tudo que posso, pq as vezes como em provas nao tem como colar entao eu estudo pra conseguir meus pontos, Colo pq é mais rapido, não me orgulho e nem me arrependo. Sei que isso vai criar uma bola de neve na escola e que um dia vou ter que ficar um tempao estudando pra recuperar materia mas no momento eu só quero focar em estudar pro enem pq mesmo que eu volte a focar na escola tem muita materia que eu nao vi pra me preocupar já que eu parei de seguir algumas por um tempo.
Pra mim faz mais sentindo eu melhorar em relação a ansiedade nos estudos e rever desde o basico até o ponto onde estou estudando na escola e depois ir além. Eu posso aprender de forma muito mais natural e realmente vendo se aprendi me preparando pro enem.
Quando minhas aulas presenciais voltarem eu vou dar um jeito de estudar pras provas, nao quero 'perder' meu tempo com a escola quando eu posso usar esse tempo pra estudar pro enem. Posso estar errada mas pra mim pesa mais o enem do que a escola agora.
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2020.11.25 05:35 akiravitoria Pensando na quarentena que poderia ter vivido

No começo da quarentena eu era bonita, saudável, extremamente gata e até que feliz. Tava ostentando um celular novo FODA que eu tinha ganhado e tava amando, tava em casa tocando altas músicas no violão e fazendo uns negócio foda, ouvindo e conhecendo um monte de música irada e tinha meu amigo na palma da minha mão ali pra gente ligar um pro outro qualquer hora que a gente quisesse pra se divertir papeando ou jogando alguma coisa, essa quarentena podia ter sido massa, mas sabe pra mim qual foi a resposta pro início de uma pandemia mundial no meu país onde eu ficaria confinada em casa? "Nossa, e se ao invés d'eu fazer essas coisas todas eu começasse a usar o Twitter umas oito horas por dia?", obviamente eu não comecei assim né, eu comecei a usar tipo mais pra fazer coisa engraçadinha e legal e uau nossa que divertido pra caralho, mas aí eu descobri que NOSSA DA PRA SE RELACIONAR E FAZER AMIZADES NO TWITTER QUE FODA NOSSA e então daí foi só ladeira abaixo. Sinceramente eu tenho quase um ano inteiro de história pra contar e não tô nem um pouco afim mas indo direto ao ponto, por causa dessa minha decisão incrível de ao invés de me dedicar a coisas foda mesmo que iam me fazer bem e ter me dedicado a uma rede social mórbida igual aquela eu tô: feia, gorda, doente, com uma relação familiar péssima, com aquele celular foda quebrado e tendo que usar um ruim pra caralho (sim o Twitter teve TOTAL influência nesse ocorrido e não, eu não quero explicar como), e com depressão profunda e agora tendo que OBRIGATORIAMENTE sair do twitter de um jeito muito trágico, triste, amargo e brutal, pois me envolvi em um monte de briga, um monte de coisa terrível e eu não devo mais ficar lá de forma alguma, tanto pelo meu bem, quanto pelo fato de terem pessoas que me odeiam tanto que o simples fato d'eu frequentar o mesmo site que elas já as perturba e por tabela perturba um grupo tangente de pessoas, esse site injeta veneno em mim toda vez que eu entro nele, e não me cabe ficar mais lá de forma alguma, lá durante quase um ano foi minha segunda vida mas CHEGA NÉ PESSOAL? Talvez por um mês e meio tenha sido bem divertido, mas agora não é nada mais além de algo que me causa uma tristeza profunda e que me marcou uma cicatriz que vai ficar aqui comigo até meu último suspiro, e o pior, é que pra aqueles que me conheceram ou eu vou simplesmente ser esquecida pra todo sempre ou vou deixar um legado de dor e miséria onde pra tais pessoas vai ser simplesmente impossível ter qualquer lembrança positiva sobre mim. Essa minha saída do twitter tá sendo igual aqueles finais de filme onde os protagonistas conseguem alcançar seus objetivos e na teoria deu tudo certo, mas o jeito como as coisas deram certo foram tão terríveis e trágicas que apesar de tudo ter acabado "bem", tu termina o filme com um gosto amargo na boca, se sentindo devastado e pensando que realmente eles conseguiram, mas valeu a pena? O que mais me incomoda é isso de como eu vou ser lembrada pelas pessoas que me conheceram lá, e olha não quero dar muito detalhe mas NÃO É BOA, tipo NEM UM POUCO, e essa é a marca que eu deixei na Internet, é por essas coisas terríveis que não representam nem 20% de quem eu sou que vão me lembrar, nem só por coisas que eu fiz e que tão diretamente ligadas à mim mas coisas relacionadas, tipo o dia que eu fui vítima de um pedófilo lá, muita gente vai lembrar disso. Eu tive uma chance, uma única chance de marcar a vida de pessoas que moram do outro lado do país com esse poder ilimitado de comunicação que a Internet me dá, tinha a faca e o queijo na mão, eu poderia ter deixado uma boa marca na vida das pessoas, e definitivamente deixei o completo oposto. O que me alegra e me conforta é que eu sou bem jovem ainda, tenho a vida inteira pela frente e acho que em tipo 3 anos ou menos absolutamente nada disso vai afetar meu cotidiano exceto mentalmente. Agora o que tá sendo meu atual pensamento enquanto eu escrevo isso, caralho, olha a quarentena que eu podia ter tido, puta merda cara eu podia ter aproveitado disso pra começar a me relacionar com minha família, a viver em união, em me conectar com coisas boas, essa pandemia apesar de ser algo horrível me deu a chance de fazer o ano mais pacífico da minha vida, e foi totalmente o contrário, isso aqui foi um inferno, um real inferno, me sinto tão estupida por tudo isso, tão mal, tão idiota, e mesmo saindo agora do twitter pra viver a vida IGUAL UMA PESSOA NORMAL eu sinto que esse sentimento de "caralho eu sou burra" vai demorar pra sair.
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2020.11.25 04:45 ezra-w Sobrecarga de informações

Redes sociais no geral me fazem querer me rasgar de dentro pra fora. Como se fosse "trocar de pele" mesmo. Esse excesso de informação causa uma ansiedade tão grande, meu deus. Eu volto nesse site umas 8 ou 9 vezes por dia pra ver novos posts, e o pior são nos subreddits em que as pessoas postam problemas... Tenho aquela falha na personalidade, de querer agradar as pessoas, então toda vez que vejo um problema me sinto mal se não respondo. Pensem entrar no desabafos com essa mentalidade!
Já estou no modo automático. Fazendo isso umas 3 vezes já começo a me sentir desconectado do corpo, como se estivesse me observando em terceira pessoa. Terrível. Acho que tenho tanto impulso pra ajudar porque quero ser aceito, ou porque eu mesmo preciso de ajuda e projeto isso nos outros, seguindo inconscientemente aquele ditado confuciano que "ao buscarmos a felicidade para os outros, encontramo-na para nós mesmos".
O ciclo até agora tem sido: (1) crio o hábito de querer ajudar os outros; (2) por isso, fico conferindo os posts mais recentes, sempre; (3) ataca a ansiedade, porque não consigo dar conta de ler tudo e responder tudo o que gostaria (complexo de impotência? já sonhei bastante com tentar parar trens e não conseguir) (4) eventualmente me saturo, e deleto a conta pra ser impedido de participar ativamente nos tópicos; (5) recomeça do 1.
Essa sobrecarga me lembra muito aquele momento do Jim Carrey no "Todo Poderoso", quando ele começa a ouvir os problemas de todo o mundo. Realmente não está muito longe: a informação está aí, só a velocidade de processamento que é diferente.
Fora que nem faz bem né. De que adianta me preocupar com os problemas dos outros se não estou saudável o bastante pra carregar meu próprio peso?
Desabafando pra ver se me controlo! E postando aqui porque imagino que eu não seja o único :)
Agora vou dar um tempo. Obrigado. De nada.
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2020.11.24 22:35 RedIsSusTrustMe Meu pai é um lixo que merece morrer

Antes de vir bombardear nos comentários fique calmo, eu obviamente não vou matar o meu pai.
Então galera eu nunca pensei que iria precisar de escrever um desabafo mas aqui vai. Como não estou muito habituado a escrever perdoem qualquer erro de formatação. Agora indo para o desabafo...
Então meu pai nasceu pobre e trabalhou duro para poder dar um sustento para mim, minha mãe e meu irmão e estou muito grato por isso mas...
Ele é um lixo de ser humano que não merece a vida que recebeu. Eu falo isso porque:
1- Minha mãe conheceu ele enquanto ele estava no fundo e ela ajudou ele a se erguer na vida, mas tudo que ela recebe em troca hoje é infedilidade, desprezo, e tudo de ruim. Minha mãe já me contou histórias de quando as minhas irmãs ainda viviam com a gente, que elas tratavam ela muito mal e até que uma das minhas irmãs pegou um objecto e acertou ela na cabeça deixando ela com uma cicatriz até hoje. E que ela já reportou isso ao meu pai várias vezes e que ele dizia que ela tava mentindo para ele expulsar elas de casa e essas merdas. Basicamente ele não fazia nada.
2-Saltando para o presente. Meu pai continua um lixo, como mencionei a parte da infedilidade, ele sempre trai a minha mãe, eu já sabia disso a algum tempo mas tinha medo de falar para ela porque isso arruinaria a família e enfim. Bom, alguém próximo dela avisou que ela tinha avistado o lixo com outra garota, em um restaurante. Minha mãe no final do dia foi confrontar o lixo e eu aproveitei para pegar o celular dele e como sabia o código abri e mostrei para a minha mãe as mensagens. Bom, não preciso de dizer em que isso resultou. Mas que minha mãe infelizmente não largou esse lixo porque ela está sempre pensando em nós. Ela já disse muitas vezes que se não fosse por nós, mais especificamente meu irmão de 6 anos ela teria largado esse merda a vários anos. Eu me sinto mal por ela desde então
3-Hoje minha mãe foi confrontar o meu "pai" pois a gente tá sem roupa e se vestindo mal, enquanto o cara tá sempre com roupa em dia e adivinha o que ele falou? Ele disse não. NÃO, como assim porra? Os seus filhos estão se vestindo mal e você tem coragem de dizer que não vai comprar nada? Que porra é essa, que lixo. Voltando para a história, minha mãe então foi pra sala e começou a estudar porque ela tá tentando subir na vida. Algo que espero que ela consiga apesar das dificuldades. Então eu fui ter com ela e ela desabafou comigo e bla bla bla. Aí meu "pai" chega falando merda como sempre porque já não suporta mais as verdades que minha mãe tá falando e tenta fazer minha mãe de vilã. Como sempre já que ele não tem coragem de admitir os próprios erros e por isso prefere infernizar a vida da minha mãe. A discussão acabou com o lixo fugindo da conversa como sempre e falando para eu me "disconectar" da minha mãe.
4-Meu pai é extremamente obssessivo com a merda do dinheiro dele. Ao ponto de esconder o valor que ele tem da gente, a alguns tempos atrás eu descubri que meu pai ganhava o equivalente a 65,344.93 Reais o que é muito no meu pais. Tenho que certeza que é muito pra vocês também do Brasil. Enfim, adivinha o que ele dava para as despesas da casa? 725 reais. Cara no meu pais as coisas estão muito caras e esse dinheiro não chega pra comprar nada direito. Tomem em nota que com despesas da casa eu quero dizer comida essencial, alguns petiscos, utensílios para a cozinha, casas de banho e etc.
5-Já falei que a algum tempo atrás minha mãe adoeceu e que ele não fez nada pra ajudar? É isso mesmo, minha mãe estava morrendo e esse filho da puta não tirou nem 1 puta de cêntimo para mandar ela para o hospital. A minha avó teve que vir levar ela embora para que ela pudesse ser tratada. Quando minha mãe me contou esse episódio eu já estava muito puto com esse lixo. Como alguém pode ser tão filha da puta assim?
6-E a gota de água pessoal. Sim o negócio piora. Como falei de infedilidade antes, teve uma vez que esse fdp trouxe uma garota de sei lá aonde veio, foi buscar ela em casa e trouxe para a rua da nossa. Isso foi por volta das 22h, eu estranhei um carro derepente parar perto da nossa casa por isso fui ver e adivinha o que eu vi? Sim, meu pai fodendo outra garota no carro dele perto da nossa casa, cara eu quase me perdi, nunca senti tanta vontade de bater nesse filho da puta tanto até naquele dia. Tive que suprimir toda a minha raiva. Claro, eu trouxe a minha mãe junto para ver a cara de pau desse filho da puta. Honestamente se não receasse o meu irmão mais novo eu teria matado o cara ali de tanta raiva.
O cara sempre tem o bom e o melhor enquanto deixa a gente na merda. Ele tem um iPhone X e comprou um infinix barato para minha mãe, se recusa a comprar boas roupas e comida como leite, bolachas e etc para o meu irmão. É extremamente obsessivo com o dinheiro, trata a gente da família dele como lixo. Tem coragem de trair a minha mãe e ainda se acha o correto.
Então esse é o fim galera, desculpem pelo texto longo mas agora que botei um pouco pra fora me senti um pouco melhor. Obrigado a quem leu até aqui.
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2020.11.24 21:26 Sweaty-Hope1123 Estou destruído, terminei meu envolvimento

Sou uma pessoa muito reservada, não costumo me envolver facilmente, somente namorei uma vez há 6 anos atrás. Conheci uma mulher incrível recentemente, há tempo não conhecia alguém tão parecida comigo. Eu gosto de tudo sobre ela: ela é linda, simpática, não faz joguinhos, gosto quando ela rir e amo conversar com ela... nos envolvemos durante 5 meses e tudo parecia ser muito reciproco, ela realmente demonstrava estar feliz comigo e que eu fazia bem pra ela. No entanto, ela passou por uma crise existencial do nada e agora está planejando mudar-se para europa ano que vem. Achou melhor não dar continuidade ao que estamos tendo porque não quer me machucar pois como está decidida a ir embora inevitavelmente teriamos de terminar. Mas eu não consigo superar isso, estou muito mal, achando que nunca mais vou encontrar alguém como ela, achando que tive muita sorte/privilegio em uma mulher como essa ter me dado bola... estou no chão, não consigo comer, n consigo trabalhar direito, n consigo me exercitar e estou sem apetite... penso nela a maior parte do dia, choro muito e to me achando um m*rda. Dói, é muita dor ):
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